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O Céu e o Inferno – Criminosos Arrependidos

Enviado em 16 de maio de 2018 | Publicado por Rádio Boa Nova

O Céu e o Inferno - Criminosos ArrependidosNa obra O Céu e o Inferno, Allan Kardec esclarece os acontecimentos após o desencarne e expõe a Justiça Divina. Em uma segunda parte do livro, Kardec exemplifica as situações com comunicações mediúnicas.

É apresentada no capítulo Criminosos Arrependidos, do livro O Céu e o Inferno, a comunicação feita com o Espírito Verger. Ele era um jovem padre que assassinou o Mons. Sibour, arcebispo de Paris quando estava saindo da igreja Saint-Étienne du Mont.

Verger cometeu o assassinato no dia 3 de janeiro de 1857, e no dia 30, do mesmo mês, foi executado. Ainda no mesmo dia de seu desencarne, ocorreu sua primeira comunicação.

Percebia-se claramente o seu estado de perturbação espiritual, acrescido as consequências da morte violente que teve. Antes da execução Verger não sentia remorso algum, porém depois de sua morte, além da ciência do erro, sentia medo em encontrar o espírito do arcebispo.

O espírito recém desencarnado sentia-se louco, temeroso e condenável. Quando refutado sobre a misericórdia de Deus e as orações, o jovem padre concorda e diz acreditar em sua justiça.

Nesta comunicação de o Céu e o Inferno, o Espírito Verger continua, três dias depois, a narrar suas sensações e sentimentos. Ele percebe agora não ser deste mundo e confessa estar mais livre.

Quando perguntado se foi punido, o jovem padre assente que sim reconhecendo sua falta e pedindo perdão a Deus. Verger explica sua punição com as seguintes palavras:

“Sou punido pela consciência de minha falta de fé em Deus, e porque sei agora que não devemos cortar os dias de nossos irmãos. Sou punido pelo remorso de ter retardado o meu adiantamento.”

No encerramento o arcebispo assassinado é evocado e esclarece que perdoa o jovem padre e que orava por ele. Mons. Sibour acrescenta que “embora presente, não se mostrou a ele para não aumentar o seu sofrimento; o medo de vê-lo, que era um sinal de remorso, já era um castigo.”

Temos, portanto, a partir dessa comunicação, o esclarecimento da brusco morte do jovem padre executado. Além disso, os sentimentos confusos após seu desencarne e ainda o remorso pelo crime, contrário do que sentia quando vivo.

Já o arcebispo morto, mostrou-se benevolente não se mostrando ao padre, perdoando-lhe e orando por sua melhora. Contribui, assim, com a libertação de Verger e de seu próprio espírito.

 

Para saber mais sobre o assunto, assista:

O céu e o Inferno – Mediunidade Hoje

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Fontes: O céu e o Inferno, Segunda Parte – cap. VI. Imagem ilustrativa retirada de amenteemaravilhosa.

Escrito por: Ricardo Guelfi de Souza

Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Estagiário de Marketing na TV Mundo Maior.

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