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“De nada adianta crer, se sua crença não o faz dar sequer um passo na senda do progresso.” Allan Kardec

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Coparentalidade. Entenda esta nova forma de ter filhos

Enviado em 25 de julho de 2017 | Publicado por Eliete Ribeiro

Está cada dia mais comum as diferentes formas de se tornarem pais. Nós estamos acostumados com a forma natural, que é quando um casal heterossexual se conhece, se relaciona e depois tem a relação sexual, que poderá ou não gerar uma nova vida. Outra situação, é quando a gestação ocorre por meio da inseminação artificial ou fertilização in vitro ou até mesmo por intermédio da adoção.

Mas algum dia você ouvir falar em coparentalidade? Esse é um novo conceito de família. Que não é família homoafetiva, não é família de pais separados e não se enquadra em produção independente.

Todos os órgãos do corpo espiritual e, conseqüentemente, do corpo físico foram, portanto, construídos com lentidão, atendendo-se à necessidade do campo mental em seu condicionamento e exteriorização no meio terrestre.
É assim que o tato nasceu no princípio inteligente, na sua passagem pelas células nucleares em seus impulsos amebóides; que a visão principiou pela sensibilidade do plasma nos flagelados
monocelulares expostos ao clarão solar; que o olfato começou nos animais aquáticos de expressão mais simples, por excitações do ambiente em que evolviam; que o gosto surgiu nas plantas, muitas
delas armadas de pêlos viscosos destilando sucos digestivos, e que as primeiras sensações do sexo apareceram com algas marinhas providas não só de células masculinas e femininas que nadam,
atraídas uma para as outras, mas também de um esboço de epiderme sensível, que podemos definir como região secundária de simpatias genésicas. (Evolução em Dois Mundos, Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira).

Objetivo da coparentalidade é dividir responsabilidades e criar criança em regime de guarda compartilhada, sem romance nem sexo entre pais.

Uma reportagem do Fantástico  deste último domingo trouxe várias histórias de pessoas que se conheceram virtualmente e resolveram ter um filho, sem contato sexual.

Fazer parte desse grupo significa encontrar alguém com quem ter um filho, dividir as responsabilidades e criá-lo em regime de guarda compartilhada, sem que haja romance nem sexo entre os pais. Os futuros pais se relacionam virtualmente, ou há casos que já existe uma relação de muita amizade, que leva a coparentalidade.

“Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção  mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins. Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo. De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar  aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de
progresso e burilamento. A parentela no Planeta faz-­se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima. Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos. Para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino”.

( Vida e Sexo, ditada pelo Espírito:  EMMANUEL, Psicografada por:  FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER)

Quem opta pela coparentalidade assume, em contrato, o compromisso de cumprir as responsabilidades de pai ou mãe. Os integrantes do “casal”, porém, têm vidas totalmente separadas. Em comum apenas a obrigação de cuidar da criança para sempre.

Há uma gaúcha que inaugurou o modelo no Brasil ao criar uma comunidade virtual que já tem 2.000 integrantes, pessoas que tiveram filhos seguindo a proposta e interessados em realizá-la. É o caso da cantora Ana Carolina que, junto com a namorada, Letícia Lima, procura um amigo para propor a coparentalidade.
Outro desafio para quem opta pela coparentalidade é saber enfrentar todo o preconceito que há por trás desta escolha:

“Os preconceitos do mundo sobre o que se convencionou chamar o ponto de honra, dão essa suscetibilidade sombria nascida do orgulho e da exaltação da personalidade , que leva o homem a retribuir injúria por injúria, insulto por insulto, o que parece a justiça para aquele cujo senso moral não se eleva acima das paixões terrestres; por isso a lei mosaica dizia: olho por olho, dente por dente, lei em harmonia com o tempo em que vivia Moisés. Cristo veio e disse: Retribuí o mal com o bem. E disse mais: “Não resistais ao mal que se vos queiram fazer; se alguém vos bater sobre uma face, apresentai-lhe a outra”.

(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec).

Fonte das Imagens: http://pt.freeimages.com

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