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“De nada adianta crer, se sua crença não o faz dar sequer um passo na senda do progresso.” Allan Kardec

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Espiritualidade dos animais: gato e coruja vivem como melhores amigos

Enviado em 21 de setembro de 2017 | Publicado por Rádio Boa Nova

Certamente, você já deve ter reparado como um gato costuma ser territorial. Assim, ele acaba se envolvendo em brigas com outros bichos por conta do seu grande instinto de luta. No entanto, um gatinho chamado Bartolomeu, que mora no Paraná, não tem essa personalidade comum. Ele virou amigo de uma corujinha batizada com o nome de Morgana. A dupla mora com Debora Bueno, estudante de veterinária.

“Eles não param. O Bartolomeu gosta de correr atrás da Morgana, passar o rabo na cara dela”, disse Debora ao jornal “Folha de São Paulo”. Como Debora sempre traz animais machucados para casa, Bartolomeu está acostumado a conviver com aves. “Eu trabalho em um viveiro e sempre trago paciente para casa para fazer medicação, alimentação. Desde pequeno ele convive com papagaio, maritaca, pombas e corujas”, afirmou.

Quando nos deparamos com essas histórias, percebemos o quanto os animais possuem certa inteligência, porém sabemos que ela é limitada, segundo “O Livro dos Espíritos”. Na questão 593, Allan Kardec questiona aos espíritos se os animais agem só por instinto. Em resposta, as almas afirmam que existe um sistema que os faz ter noção dos acontecimentos, mas de forma inferior ao homem.

A obra nos dá o exemplo de filhotes separados de sua espécie que não deixam de construir o seu ninho de acordo com o modelo característico de sua linhagem, mesmo sem terem sido ensinados por seus pais. Porém devemos saber que todas essas ações dos animais são impulsionadas pelo homem. Seguindo para a questão 593, Kardec comenta que “[os animais] não fazem nenhum progresso por si mesmos, e esse progresso é efêmero, puramente individual, porque o animal, abandonado a si próprio, não tarda a voltar aos limites traçados pela Natureza”.

Mesmo não realizando grandes feitos, os bichos possuem suas maneiras de se entender. Os animais domésticos, por exemplo, comunicam-se através de trabalhos em comum. O exemplo de boa convivência entre Bartolomeu e Morgana mostra que, por conviverem no mesmo local, com a mesma dona, é possível deixar os instintos primitivos de lado e viver em harmonia.

A questão 594 esclarece que “é incontestável que eles dispõem de meios para se entenderem, da mesma maneira que todos os animais privados de voz e que realizam trabalhos em comum”. É lindo como os animais vivem em harmonia mesmo sendo de espécies diferentes. Sempre devemos amá-los, com as suas limitações, pois eles precisam do ser humano para realizar seus progressos.

Para saber mais sobre o assunto, assista:


 

Leticia Lopes, 26, é jornalista guarulhense formada pela Faculdade Anhanguera e colaboradora da Rádio Boa Nova e TV Mundo Maior. Já assinou matérias em jornais locais e atuou como assessora de comunicação. Nas horas vagas, gosta de ler romances e revistas de jornalismo literário. Não dispensa uma boa pizza e a companhia dos amigos. É apaixonada pelo mundo espiritual e por recursos que estimulam o autoconhecimento.

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