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“Cada pessoa renasce na soma do que já fez.” Emmanuel

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O umbral – Comentários de Nosso Lar

Enviado em 14 de maio de 2018 | Publicado por Rádio Boa Nova

Por Leonardo Lopes

Lísias, visitador dos serviços de saúde, foi designado à cuidar de André Luiz por quanto tempo ele precisasse na colônia espiritual de Nosso Lar.

E esse cuidado atencioso permitiu Lísias esclarecer muitas dúvidas à André, e trataremos agora do Umbral, comentado no Capítulo 12.

Lísias responde André Luiz, que pergunta á ele: “Que seria o Umbral?”, pois ele já ouvirá falar do inferno e do purgatório através da Igreja Católica, e descobriu ele que não se tratavam da mesma coisa:

“- O Umbral começa na crosta terrestre. É a zona obscura de quantos no mundo não se resolveram a atravessar as portas dos deveres sagrados, a fim de cumpri-los, demorando-se no vale da indecisão ou no pântano dos erros numerosos.”

Ele ainda complementa a explicação dando um exemplo de fácil entendimento:

“- Imagine que cada um de nós, renascendo no planeta, somos portadores de um fato (roupa) sujo, para lavar no tanque da vida humana. Essa roupa imunda é o corpo causal, tecido por nossas mãos, nas experiências anteriores.

Compartilhando, de novo, as bênçãos da oportunidade terrestre, esquecemos, porém, o objetivo essencial, e, ao invés de nos purificarmos pelo esforço da lavagem, manchamo-nos ainda mais, contraindo novos laços e encarcerando-nos a nós mesmos em verdadeira escravidão.”

Então sabemos que o Umbral não é uma punição, não é um inferno ou um purgatório, e sim um estado vibratório que se inicia na crosta por ser aonde os sentimentos inferiores se prendem, por ser aonde as paixões estão enraizadas, levando o espírito a sofrer muito, se tornando escravo de si mesmo por escolhas da vida terrena.

Agora, uma pergunta que muitos que acreditam na existência do Inferno em si também se perguntaram alguma vez em suas vidas: Porque Deus permitiu que um lugar como esse fosse criado?

Lísias, novamente, nos esclarece em mais um trecho:

” – Se ao voltarmos ao mundo (através da reencarnação) procurávamos um meio de fugir à sujidade, pelo desacordo de nossa situação com o meio elevado, como regressar a esse mesmo ambiente luminoso (pátria espiritual) em piores condições? O Umbral funciona, portanto, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das ilusões (…)”

O material deteriorado das ilusões que Lísias aqui se refere é a nossa ‘roupa suja’, novos ‘débitos’ criados por nós mesmos em nossa vivência terrena.

Voltamos à Terra para evoluir, aprender e viver, mas se nos deixarmos levar pelas paixões e vícios terrenos, infelizmente iremos ‘sujar’ nossa veste, e se não dispormos tempo para analisar esses erros, poderemos acabar estagiando no Umbral por tempo indeterminado, isso mesmo que você leu, todos nós sabemos o quanto o Umbral é em si um horror, mas muitos de nós estamos com as vestes sujas e não fazemos nada a respeito.

Lísias também destaca a ação dos espíritos “umbralinos” e nós encarnados, como isso nos afeta afinal?

“E é nessa zona (Umbral) que se estendem os fios invisíveis que ligam as mentes humanas entre si. O plano está repleto de desencarnados e de formas-pensamento dos encarnados, porque, em verdade, todo espírito, esteja onde estiver, é um núcleo irradiante de forças que criam, transformam ou destroem (…) Quem pensa, está fazendo alguma coisa alhures. E é pelo pensamento que os homens encontram no Umbral os companheiros que afinam com as tendências de cada um. Toda alma é um ímã poderoso.”

Não poderia ficar mais claro do que isso. Nosso pensamento, assim como disse Emmanuel certa vez, viaja pelo espaço em tempo instantâneo, e nós somos de fato um ímã poderoso.

Muitos não tomam cuidado com seus pensamentos de ódio, de inveja, inferiores, e mal sabem que aquilo é materializado ao seu redor, atraindo esses irmãos do Umbral por pura afinidade, o que pode levar à uma obsessão.

“E o que poderia ser feito?” Simples atos diários são o início de uma vida feliz e solidária consigo mesmo e com o próximo, que renova e reeduca as intenções humanas e espirituais e podem ser resumidos em uma frase conhecida por todos nós, através do codificador do espiritismo Allan Kardec: Fora da caridade não há salvação.

Então que todos nós possamos, desde já, nos reeducar, aceitar a espiritualidade interior que todos nós portamos de forma inerte, e nos afastarmos de pensamentos de raiva, ódio, rancor, pois assim como diz Lísias, “os irmãos no Umbral estão separados de nós apenas por leis vibratórias”, então nós temos o total controle de manter essa influência longe, cuidando cada vez mais de nós mesmos e nos iluminando, de dentro para fora, com a luz divina.

Fonte: Letra Espírita

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