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“De nada adianta crer, se sua crença não o faz dar sequer um passo na senda do progresso.” Allan Kardec

Evangelho e Reforma Íntima

Como aplicar o sermão das bem-aventuranças na vida?

Enviado em 4 de dezembro de 2017 | Publicado por Rádio Boa Nova

Na longínqua Galileia – região situada ao norte de Israel – há mais de 2 mil anos, quatro mil pessoas se reuniram para ouvir as palavras de Jesus Cristo. Todos estavam ansiosos para ouvir o que Ele tinha a dizer. Naquele dia, Cristo contaria o célebre sermão das bem-aventuranças.

A plateia era tomada por pessoas humildes. Eram viúvas, cochos, pessoas escravizadas pelo império romano, enfim, um povo pobre e, muitos deles, doentes. Mestre Jesus, por sua vez, levantou a voz para todos ouvirem suas palavras de amor e caridade.

Tanto quem estava sentado no fundo quanto os que estavam na frente conseguiam ouvir com clareza tudo o que o mestre dizia. Ele começou com a seguinte explanação:

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. A primeira frase convida-nos ao reconhecimento da nossa condição de seres espirituais em viagem material, portanto, expostos as vicissitudes da perecibilidade da carne. No entanto, somos seres dotados da capacidade intelectual, espiritual e moral, afinal, somos espíritos imortais.

Cristo continuou: “Bem-aventurados os que choram que eles serão consolados”. Todos presentes no encontro tinham motivos de sobra para o choro. Mas o mestre dos mestres fala sobre as maravilhas que eles experimentariam no porvir. Olhemos a nossa própria história, quando choramos, ainda assim, no fundo do coração, temos a certeza que o Criador jamais nos abandonará e que o melhor ainda está por vir.

E o sermão seguiu: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”. Com mais essa frase, Jesus antecipou como separar o joio do trigo. Falou-nos do processo de expurgo em que o planeta passa nos tempos em que vivemos. E prometeu que aqueles que beberem do amor cristão serão os viajantes que permaneceriam na nave planetária regenerada.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”. Nesta frase, tratou de mostrar que à luz de nossa própria iluminação, como sendo o caminho para a paz. De outra forma, por meio deste trecho do discurso, Cristo enalteceu o labor daqueles que encaram seus desafios com a dignidade do aprendiz na escola da vida.

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”. Assim, nos ensinou sobre a importância de esforçarmo-nos em compreender as limitações dos outros viajantes da nave terrena. Desta forma, temos a certeza de que nós próprios seríamos compreendidos pelas pedras que, por nossa ignorância, nos fizerem cair.

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus, o que serão chamados de filhos de Deus”. Neste instante, pode-se dizer que Jesus antecipou o prêmio de grandes personagens da história humana, dos pacifistas da terra como o codificador da doutrina espírita, Allan Kardec, Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier, Mahatma Gandhi, Francisco de Assis, entre outros espíritos que abriram mão do caráter temporário do poder terreno preferindo a imortalização como os amados da terra.

“Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”.

Neste trecho do discurso, pode-se dizer que foi o que moveu personagens como Martin Luther King Jr, que falou do seu sonho de igualdade e que, como prêmio, recebeu os tiros que o sonaram para a vida eterna. Mas o que nos chama a atenção é que vivemos numa época diferente de Jesus. O Cristo falou para pessoas que não tinham muitas opções para resoluções de seus conflitos naquela existência.

Tratava-se de uma nação subjugada por Roma. Não existiam os avanços da leis, as maravilhas da ciência moderna, nem tão pouco as facilidades de uma sociedade conectada. Então Jesus relatou das bem-aventuranças como sendo algo que aquelas pessoas alcançariam no futuro.

Entretanto, isso não vale para nós, encarnados neste instante da terra. Passados mais de dois milênios, nossa geração atual não pode mais postergar as bem-aventuranças. Se o povo galileu era dominado por Roma, nós, que vivemos em países democráticos, podemos buscar, por nossas próprios custas, melhores condições de vida a partir da nossa realidade presente.

É claro que ninguém pode achar que a felicidade plena pode ser alcançada já, num planeta de provas e expiações. No entanto, podemos melhorar (e muito!). Podemos, por exemplo, fazer investimentos no nosso currículo, por meio de cursos gratuitos ou de baixo valor no ensino a distância.

Podemos tratar de nossa saúde física e psíquica, graças aos avanços da ciência, da psicanálise, da psicologia. Podemos, ainda, aprender a dominar a mente, para que tenhamos bons pensamentos, para enfim, estarmos plugados com as energias superiores.

Assim, se para os galileus da época de Jesus as bem-aventuranças eram promessas, para nós é algo que está ao nosso alcance. Dá trabalho, e a opção pode ser: deixa para amanhã ou para a próxima encarnação, mas não poderemos dizer que não sabíamos que as bens aventuranças só dependiam de nós. Cuide-se. Você merece.

Fonte: RBN.

Confira a mensagem do comunicador espírita, André Marouço, em vídeo:

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