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Expectativas que depositamos no outro

Enviado em 4 de janeiro de 2018 | Escrito por Eliete Ribeiro | Publicado por Rádio Boa Nova

Quantos de nós não depositamos expectativas no próximo? Quem não passou o ano inteiro de 2017 esperando que o outro reagisse, mas ficou decepcionado porque não viu melhoras e ficou tudo somente na mesma? E se você continua a esperar por estes resultados baseados no próximo você vai se decepcionar de novo.

Faça por você, não espere pelo outro. Muitas pessoas fazem o bem, esperando recompensas. Caso faça o bem para alguém, faça por você. Este mesmo sentimento você deve nutrir com relação aos seus filhos. Tudo para que depois não se queixe: “Ah, filho ingrato!”

Vamos começar hoje com breves histórias de mães que tiveram suas vidas modificadas a partir do crescimento de seus filhos:

Uma mãe sempre muito dedicada, abriu mão de noites e noites a fora, não trabalhou fora, por ficar preocupada com o bem estar de seu pequeno, por achar que ninguém iria cuidar tão bem dele, ele que vira e mexe sofria com crises e crises de bronquite. Quando as crises surgiam, lá ia ela desesperada para levá-lo ao hospital e socorrê-lo imediatamente, assim foram anos e anos de plena dedicação. Quando o menino ficou mais jovenzinho, as suas crises foram embora e com as crises o seu companheirismo também.

Ele foi estudar e para isso mudou de cidade e começou a trabalhar e lá ficou a mãe sem saber o que fazer e sem saber o que esperar, ela que dedicara toda a sua vida para o filho, que era único. E tempos depois se casou com uma moça que não se afeiçoou a ela. Não se entendem e por este motivo foi morar mais longe ainda. E hoje esta mãe vive amargurada, angustiada e deprimida. Vive a vagar pelas ruas, sem o seu juízo normal, e o seu filho nem sequer se importa e continua lá na sua distância física e emocional. Como entender como ocorreu este distanciamento?

E a história sempre começa da mesma forma: “Era uma vez, uma mãe muito dedicada que teve três filhos”. Sempre deu tudo para o seus filhos, mas um deles quando tornou-se adulto resolveu se enveredar para o caminho “meio torto” e logo teve a sua vida ceifada. Infelizmente, foi morto num bar próximo de sua casa. Logo a mãe teve uma das razões da sua vida levada pela tragédia. E só lhes restou as saudades. E mais tarde chegou seu neto, filho de seu filho mais velho, mas o filho se separou e a mãe o levou embora e nunca mais teve a oportunidade de conviver com o neto, e mais um vínculo foi quebrado bruscamente e mais uma ferida se abriu. E agora vó, não suportou a partida do neto. E enlouqueceu e também passou a vagar por toda a cidade. De rua em rua, de ônibus em ônibus, de passo a passo, sempre em busca destas perdas que a marcaram para sempre.

“Mas a experiência, algumas vezes, vem um pouco tarde; quando a vida foi dissipada e perturbada, as forças desgatadas, e quando o mal não tem mais remédio, então, o homem se põe a dizer: Se no início da vida eu soubesse o que sei agora, quantas faltas teria evitado; se fosse recomeçar! Como o obreiro preguiçoso, diz: Eu perdi minha forma que para o obreiro o sol se ergue no dia seguinte, e uma nova jornada começa, permitindo-lhe reparar o tempo perdido, para ele também, depois da noite no túmulo, brilhará o sol de uma nova vida, na qual poderá aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro”. (O Evangelho Segundo O Espiritismo, Allan Kardec).

As histórias parecem ser as mesmas, mas a dor de cada mãe é única, provavelmente, você deverá se identificar em algum aspecto com alguma destas mães citadas. E você tem a opção de refletir e não querer isto para a sua vida. Porque o livre-arbítrio está aí.

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