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Homenagem a Chico Xavier

Enviado em 28 de abril de 2014 | No programa: Alma Querida | Escrito por Dora Martins | Publicado por Rádio Boa Nova

Os doze meses do ano são maravilhosos. As doze primeiras horas encontram o nascer do sol, as demais com o seu por. Jesus e Chico Xavier

Há quem prefira o sol, num fugir inconsciente da síndrome do crepúsculo; a quem prefira a chuva para fazer parte de um cenário imaginário. Doze são os apóstolos, alguns logo provocaram o sorriso do mestre.

Algumas escolhas são naturais e tão especiais que dispensam investigações. Arrisco-me a entender o porquê do mês de abril fazer parte deste perfil: há 104 anos houve uma festa no céu pelo presente que o mundo receberia.

Aqui embaixo demorou uns dias para descobrir esta dádiva; mas lá, sua vinda já era motivo de banquete. Aqui e lá, eis a razão da alegria: nosso missionário da luz Chico Xavier. 

Em 02 de abril nasceu o “Maior Brasileiro de Todos os Tempos”. Não porque ganhara este título pelos humanos, o que não é pouco, dado ao reconhecimento da terra pela sua participação na seara do amor, mas também por concorrer (eis uma palavra que não combina com Chico Xavier) com célebres participantes que transitaram pelo mesmo caminho de nosso apostolo do bem, a exemplo dos reconhecidos: Princesa Izabel, Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá, e outros afortunados pela realização do bem comum, fora as figuras populares que houvesse oportunidade de vê-los, lotariam o Maracanã em dia de chuva.

Na ocasião deste programa, Chico já estava de volta ao lar espiritual, onde no patamar de sua humildade, somado ao bom humor que lhe acompanhava, ao saber que foi o vencedor, teria dito algo como: “nossa…evolui mesmo, fui do Pinga fogo da Tupi para premiado no SBT..”.. Me permiti esta brincadeira levada ao respeito e admiração de uma personalidade completa: amou e sofreu sem perder a alegria. A exemplo do Mestre nas Bodas de Caná : exaltava a alegria de servir a um amigo. Chico se não tinha o vinho do socorro solicitado, oferecia um sorriso curador.  

Nasceram ainda neste mês de abril além de Livro dos Espíritos, ilustres amantes de Jesus, como: São Francisco Xavier, Santo Hugo, Laura Vicunã e tantos outros “missionários da luz” e demais representantes religiosos. Quem sabe Chico não tenha se encontrado com eles em alguma de suas passagens.

Também visitou-nos neste mês, alguns personagens desta novela planetária como: Leonardo da Vinci, Charlie Chaplin e reconhecidos ganhadores do Prêmio Nobel da paz (Chico foi indicado duas vezes), e da medicina. Não olvidamos de tantos outros seguidores do amor que não tiveram seu “minuto de fama” registrado, mas que foram avaliados pela mais alta composição de jurados globais: a equipe de Jesus.

Estes ilustres desconhecidos entraram no ranking divino, e os que ainda estão conosco hão de entrar, cuja recompensa não foi ou será um troféu que as traças corroem e o ladrão pode furtar, mas a felicidade de terem vencido os desafios do campeonato da vida com amor, caridade, justiça … e muita fé.  

Somos sorteados por ter tido Chico Xavier pertinho de nós; por ter o Mestre Jesus como irmão; pela participação de Paulo de Tarso nesta caminhada; pela intensa contribuição de Santo Agostinho; por recebermos as realizações dos magnânimos espiritas como Bezerra de Menezes e Anália Franco, e claro, pelo nosso “maior codificador de todos os tempos”:  Kardec.

Referi-me a sorte? Tratou-se de uma licença poética, eis que sorte não existe. Resulta que contamos com a plenitude da misericórdia Divina para recebermos tão sublimes presentes de Deus, visto que nosso merecimento se faz tão distante como o cimento rudimentar está para um prédio acabado.

Todos os anos se faz homenagens a este ídolo do amor eterno. Neste ano, a FEESP (Federação Espirita do Estado de São Paulo) fez uma linda escolha ao eleger o livro Boa Nova, psicografado pelo próprio homenageado, para comemorar sua vida. O Espirito Humberto de Campos, ao trazer as convivências e transformações dos primeiros seguidores de Jesus, nos remete ao aniversariante do mês.

É como se Chico Xavier  estivesse lá, assessorando Jesus nas lições aos apóstolos. Não nos escapamos das lagrimas ao participar dos relatos de Humberto de Campos, que neste sublime trabalho, consegue nos fazer sentir o amargo das lágrimas de Maria, o soluço de arrependimento de Maria de Magdala; o sorriso de ânimo na transformação de Bartolomeu; o som do arrependimento de Pedro ao cantar dos galos; a consternação dos presentes ao assistirem a humildade explícita de Jesus na cena da lavação dos pés; as batidas do coração de Nicodemus pelas surpresas das revelações do Messias, relatos que nos impulsiona a sentir as dores com os olhos da alma de quem assistiu a cena final de Maria e seu excelso Rabi de Galileia. 

Que sigamos os passos de Jesus, a exemplo destes exemplos explícitos de perseverança,  com a absoluta entrega aos propósitos da luz, eis que para quem o segue, não há espaço para reparar as curvas de uma estrada mal sinalizada – pois carregam faróis da sabedoria; de escolher a roupa para o frio que não desaquecerá, pois o calor está na alma; de recordar a marca de um produto preferível, pois seu recall é avaliado pelos seguidores da divindade.  

Falei mais dos seguidores de Jesus do que do homenageado – acho que ele não criticaria, (outra palavra que não combina com Chico), principalmente por acreditar que até seu nome deva ter esquecido algumas vezes, pois só lhe vinha à mente as pessoas que amava, onde, por vezes dizia seus nomes sem nunca tê-los visto.   

Chico, tu não és apenas o “cis” de cisco, como dizias, e sim o “Je” de Jesus, por perfeita e continua sintonia – agora mais do que sempre. 

Devo confiar-lhes que contei com o exercício da coragem para me atrever em poucas linhas a esboçar homenagem para uma obra prima celestial denominado: Francisco de Paula Cândido, nosso Chico Xavier. Obrigada “Maior ser humano de todos os tempos”, por tudo o que fez e está fazendo por nós brasileiros, e pelo mundo.

P.S. – Coincidência (sic): no mês de abril, nasceu e também foi o mês que anunciou sua partida, num ensolarado domingo de ramos, uma ilustre operaria da Sociedade  São Vicente de Paula (grupo católico que auxilia carentes material e espiritualmente), mesmo desconhecendo a cultura da doutrina espirita, viveu como se recordasse toda a codificação: minha amada mãezinha.

 

Foto ilustrativa: escolinhaespirita.blogspot.com

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