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Jesus, a Personificação do Amor

Enviado em 14 de dezembro de 2015 | No programa: Alma Querida | Escrito por Dora Martins | Publicado por Juliana Chagas

Como é prazeroso escrever sobre Jesus! Mencionar seu nome já nos produz um efeito terapêutico.Jesus segurando uma criança no colo

O tema é sobre o poder do amor e da potência mediúnica que o escudava, tendo a cura como uma das plataformas desta capacidade. Eis uma unanimidade inteligente e sábia: resumir sua essência no amor. Na nossa humilde opinião, este é o maior de seus “fenômenos”: demonstrar o poder deste sentimento universal e incondicional. Que o diga Paulo de Tarso.

Quase tudo se falou a respeito da cura. No entanto, os tempos passam e o tema continua pedindo reflexão, principalmente entre os que buscam a todo custo seu resultado. Daí surge os conhecidos questionamentos: “Por que uns curam outros não?”; “Para quê haver doença?”; “Por que existe a cura se a doença é para aprendizagem?”, e por aí vai… Acreditem! Estas dúvidas não se restringem apenas aos aspirantes leigos. São mais comuns do que se aparenta. De sorte que os integrantes da equipe do Mestre neste planeta abençoado, se predispõe a descerem escadas para buscarem irmãos que desejam subir degraus de compreensão.

Como sempre, é a Ele, maior pedagogo deste orbe, que recorremos para nos orientar nesta empreitada reflexiva. Jesus, como é de conhecimento de muitos de seus alunos da terra, teve que rebaixar sua densidade fluídica pura e expandida, para adaptar-se a esta esfera física. Teríamos dificuldades de compreender a extensão de sua capacidade, caso pudesse utilizar toda sua potencia amorosa magnética. De fatos conhecidos pela fenomenalidade como a transfiguração em Monte Tabor, à “ressurreição” de Lázaro, e tantos outros, recebidos como “milagres” pela restrita compreensão da época, a cura foi um dos maiores instrumentos didáticos que o Nazareno utilizou para exemplificar seus ensinamentos.

Para melhor ancorar o assunto, oportuno recorrer a Mesmer (Franz Anton Mesmer) criador em 1766 dos termos magnetismo animal e fluido universal, e resgatado por Kardec. O magnetizador obteve diversos experimentos quando impunha sua atenção ao enfermo e ocorria a cura, levando-o a reconhecer o binômio entre a causa e o efeito (magnetismo x cura). De modo simples, esta foi a base de esclarecimento da Ciência Espírita para os casos excepcionais de ocorrências inexplicáveis no campo científico.  Na Genesis, Cap. XV – item 2, Kardec nos traz que  “a qualidade dos fluidos  conferidos a  Jesus, possuía imensa força magnética, secundada pelo incessante desejo de fazer o bem”.

O Messias, por seu poder mediúnico e amoroso, nos auxiliou a compreender a extensão deste nexo além do campo científico, para o binômio merecimento x cura. Como mestre em didática, aproveitava todas as oportunidades para transmitir conhecimentos, e imprimir este conceito em favor da evolução espiritual de seus seguidores. Sentenciava com autoridade dispensando o suporte de “togas”: “tua fé te salvou”, a exemplo da passagem da mulher que mantinha influxo de sangue há doze anos, e após tocar-lhe a roupa, a hemorragia foi estancada. Jesus então lhe dissera: “Minha filha, a tua fé te salvou; vai em paz e estejas curada desse teu mal”! ( Mc, 5 :25:34).  Falamos de um magnetismo que não precisou sequer da direção de seu olhar para que operasse a cura. E com a sabedoria carregada de humildade – nos perdoe o pleonasmo – atribuía ao curado o merecimento. 

Ele repetiu esta máxima em outras passagens: “A tua fé te salvou. Perdoados são teus pecados, vá e não peques mais”.  Avaliando com a limitação que nos faz minúsculos frente ao assunto, compreendemos que Jesus ao frisar “a tua fé te curou“, referia ao resultado da confiança naquele ser especial capaz de produzir o arrependimento (consciente ou inconsciente) dos erros do passado do enfermo a quem dirigia os fluidos;  ao dizer “vá ”, compreendia a liberdade com a pratica do perdão, como se dissesse : “ não pense mais em culpa e siga em frente” ; e ao ordenar: “não peques mais”, orienta que deixe o “pecado” para traz e o que esta palavra  representa: o rancor, o ódio, a traição, o egoísmo; o orgulho e todo sentimento que desfavoreça o caminho do amor e da evolução espiritual.

Por sua excepcional potencialidade, enleado por um amor inigualável, antes mesmo de ofertar seus reconfortantes fluidos poderosos, não apenas lia os pensamentos destes moribundos, como conhecia os sentimentos do passado que lhes acompanhavam. Por isso sua sentença: “não peques mais para que te não suceda coisa pior”, como no episódio que ocorreu no Monte das Oliveiras, em defesa a adultera que seria  apedrejada., (João 8,1-11.).

Na Genesis, no capitulo XV que mencionamos, o codificador afirma que nenhuma das capacidades reveladas em Jesus, está fora das condições da humanidade, fazendo coro as suas palavras: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas” ( João, 14:12) .

A obra Kardequiana ainda nos auxilia trazendo outros episódios excepcionais, como no caso do “Cego de Betsaida” ( item 12) , e  do Cego de Nascença” ( Jo 9 :1-34) , em que Jesus utilizou de lama como matéria simbólica para a cura, esclarecendo-nos  acerca da ação do fluido curador (  item 25).

Na surpreendente passagem do paralítico da piscina, em Jerusalém, Jesus também nos alimenta esta compreensão. Ordena a um doente que se encontrava há 38 anos paralitico: “Levanta-te toma o teu leito e anda!” … Eis que estás curado; não peques mais, para que não te suceda algo ainda pior ( João 5: 2-14 e item 22 ,Cap.XV da Ge)

Outro episódio conhecido como Os dez leprosos”, em que apenas o samaritano, um entre os dez leprosos, voltou e agradeceu a Jesus pela cura recebida, o Mestre determinou: “levanta-te e vai a tua fé te salvou”. Ao menos duas lições se destacam nestes acontecimentos: tratamento de igualdade ( item 17, da Ge, Cap. XV), eis que os samaritanos eram desprezados – , e a gratidão . A cura magnética opera no corpo pela misericórdia Divina, e quando não há gratidão, denota que falta a cura espiritual; não valorizando, também não saberá conservar a benção recebida.

Considerando os que procuram as curas nos abençoados magnetizadores de hoje, e reclamam por não receberem a almejada saúde que perderam, refletimos: estas ricas experiências e ensinamentos proporcionados por Jesus, ajudaram a compor as respostas às indagações?

Alias, permita-me um parêntese: ao visitar algumas das paragens citadas, me fez acender chamas arquivadas no registro perispiritual emocionando a memória física, que por vezes, não continha as lágrimas de gratidão.

Que possamos ser merecedores das dádivas que Jesus nos oferta através da fiel Espiritualidade, com a farta distribuição de magnetismos misericordiosos.

Fotos ilustrativas: http://www.uniblog.com.br/

 

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