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Liberdade de Expressão

Enviado em 18 de março de 2015 | No programa: Juventude Maior | Escrito por | Publicado por Rádio Boa Nova

A liberdade de expressão sempre esteve presente na trajetória da humanidade, como parte indispensável da comunicação de Liberdade de expressãoideias e conceitos, dos mais básicos aos mais abstratos.

A partir do momento que as primeiras tribos precisavam estabelecer a divisão do trabalho entre seus integrantes e os membros mais velhos transmitiam seu conhecimento e experiências para os mais novos tínhamos formados os primeiros critérios para essa “liberdade”.

Mais tarde, com a hierarquização da sociedade esse direito foi se tornando mais complexo e eletivo. Os conceitos de democracia e cidadania dos gregos e romanos celebravam o ápice da liberdade, privilegiando alguns indivíduos em detrimento de outros, mas ainda sendo muito mais “liberal” do que as monarquias e direitos de nascimento das nobrezas medievais. Até que damos um salto histórico e chegamos ao que definiu a liberdade de expressão como o que conhecemos hoje: A Revolução Francesa.

Esqueça os costumes e leis do Antigo Regime. Cada homem é igual aos demais, e tem os mesmos direitos, assegurados pela constituição e pelo Estado na figura de seus representantes. Todos os homens têm, graças a isso, liberdade de expressão de suas ideias, sentimentos e crenças da maneira que melhor lhes aprouver, contanto que não fira as liberdades alheias e respeite a regra do contrato social. Incrivelmente poético, belo e ideal, quando foi elaborada a Lei de Liberdade de Expressão simplesmente emociona e comove, com o caráter vanguardista e humanitário. Infelizmente não é assim na prática.

De início, o contrato social deveria limitar a liberdade de expressão, baseando-se na moral e nos bons costumes regentes no momento. A chamada “Lei dos Homens”. Mas por diversas vezes essa lei vai apresentar um caráter permissivo, omisso, ou em casos mais extremos, corrupto.

No caso da liberdade de expressão, infrações que deveriam ser punidas são muitas vezes ignoradas, por representar os interesses de uma classe dominante ou significantemente influente na sociedade. Em outros casos, a Lei dos homens erra crassamente, devido a nossa compreensão momentânea, que se altera ante as novas descobertas da ciência. Então como poderíamos regular melhor o contrato social? O Espiritismo nos traz a resposta. Allan Kardec perguntou aos espíritos sobre as Leis de Deus, e teve várias respostas importantes a esse respeito:

  • A única lei natural é a de Deus, e é a única que pode levar o homem à felicidade;
  • A Lei de Deus é imutável;
  • Todos os homens conhecem a Lei de Deus;
  • Se encontra escrita na consciência;
  • O modelo mais perfeito de como seguir a Lei de Deus é Jesus.

Outro ponto interessante a se falar ainda sobre a liberdade de expressão é a representatividade de uma opinião. Nem sempre podemos ser ouvidos diretamente, então diversas pessoas formam grupos com interesses particulares em comum e buscam formas de defende-lo, dentro do âmbito democrático. O nome disso é lobby.

Embora diversas pessoas caracterizem o lobby como uma ação benéfica para a democracia, e como uma forma de determinados grupos terem suas reivindicações atendidas junto ao governo ele é exatamente o contrario. O Lobby não deixa de ser uma forma mascarada de sistema de privilégios, dentro de um governo que busca o bem estar da maioria.

Chamar um lobby de sistema de privilégios não é exagerar? Não! A partir do momento que o lobby busca dar mais direitos e poder de decisão a um grupo em detrimento do restante da população isso é sim um atentado à democracia e uma tentativa de estabelecer uma pseudonobreza.

Em alguns momentos esteve em pauta a unificação do movimento espírita em uma só entidade, como uma forma de representatividade de todos os centros, de todos os espíritas. Poderíamos dessa forma eleger representantes políticos que estivessem comprometidos com nossas ideias, e construir leis e projetos com base na filosofia espírita. Não! Isso é exatamente o contrário do que representa o espiritismo.

Se queremos realmente construir um mundo melhor, um país melhor, não deve ser apenas para os espíritas, mas para todo o mundo, para todo o país. E isso não vai ser através da formação de lobbys, pressões políticas ou revoluções. Vai ser através da prática do Evangelho, da mudança individual de cada um, e do esforço na caridade com os mais necessitados, sempre levando uma mensagem de amor e paz. Através sim, do nosso melhor ao seguir os ensinamentos de Jesus podemos mudar o planeta, e também o nosso Brasil.

 

Foto ilustrativa: 4.bp.blogspot.com

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