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A luta contra o lado negro da força na Mediunidade

Enviado em 11 de janeiro de 2016 | No programa: Mediunidade em Tempos de Transição | Escrito por Alexandra Torres | Publicado por Juliana Chagas

Star Wars

Gosto muito da série Star Wars e me peguei essa semana refletindo sobre a simbologia dessa história que já está em seu sétimo filme. Por que será que ela chama tanto a atenção? Mexe tanto com as pessoas? Porque ela fala diretamente daquilo que somos, luz e sombra, heróis e vilões. Tudo isso habita dentro de nós e pode interferir na qualidade do nosso trabalho mediúnico.

No filme existem os cavaleiros Jedis, homens e mulheres que tem um dom especial: uma capacidade mental diferenciada. Eles possuem fortes intuições, o domínio sobre os elementos podendo deslocar objetos, bem como, sentir e perceber o que o outro pensa. Esses poderes são para serem usados para o bem, para proteger a sociedade, para ajudar ao próximo. Porém, alguns se destacam em relação aos outros e se deixam levar pelas sombras que habitam dentro de si. Sua maior fraqueza é o seu emocional descontrolado, desconhecido, recusado, dominado por sentimentos sombrios. É isso que faz o Jedi passar para o “lado negro da Força”;

O mesmo acontece com o médium. A mediunidade é uma faculdade concedida ao espírito com o objetivo de ser “um bisturi interno”, ou seja, algo que rasga o íntimo do medianeiro para si próprio, fazendo-o se auto perceber e com isso identificar o que precisa ser melhorado, modificado. Quando o médium se descuida da autoanálise e vigilância, torna-se alvo fácil de si mesmo e das entidades que desejam o seu fracasso. Importante lembrar que esses irmãos não fazem nada a não ser “colocar fermento” na massa já oferecida pelo próprio medianeiro.

A pedra de tropeço do médium, assim como no Jedi, está dentro de si mesmo: vaidade, orgulho, egoísmo, baixa autoestima, medos inconfessáveis, arrogância, culpa, são algumas das armas que facilmente oferecemos e que são sabiamente exploradas pelos espíritos das sombras. O medo de admitir essas verdades em nós, nos deixam sujeitos a experimentarmos o “lado negro da força”. Em alguns casos até achamos que estamos trabalhando para a luz, mas estamos em verdade, sendo instrumentos da ganância daqueles espíritos que desejam jogar a descrença no trabalho do Cristo.

Sempre importante lembrarmos que nossa mediunidade é um instrumento do bem a serviço de nós próprios e do próximo. Mas, para que ela atenda a esse duplo objetivo, nós, os médiuns, precisamos entender que a primeira luz a ser acesa é a nossa. A mediunidade em si nem é boa ou má, mas sim, o uso que dermos a ela: que tanto pode atender ao lado do bem, ou ao negro da força.

 

Foto ilustrativa: http://judao.com.br/ (cena do filme Star Wars)

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