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“Inteligência sem obras é tesouro enterrado. Mobiliza o conhecimento elevado para atenuar a ignorância.” Emmanuel

Memoria-espirita

Jésus Gonçalves

Enviado em 12 de julho de 2016 | Publicado por Vanessa Cavalcanti

Jésus Gonçalves nasceu no dia 12 de julho de 1902 na cidade de Borebi, interior de São Paulo, poeta, músico e um dos mais importantes divulgadores do Espiritismo, teve uma fase muito difícil em sua vida.

Aos 27 anos foi acometido pela hanseníase, aposentado prematuramente, passou a viver em uma moradia cedida temporariamente pela Câmara Municipal de Bauru. Apesar disso continuou a escrever para o Correio da Noroeste, até que em agosto de 1933, o Serviço Sanitário recolheu-o, afastando-o do convívio de sua família, e internou-o no Asilo-Colônia Aymorés (atual Instituto Lauro de Souza Lima), em Bauru.

Na instituição, fundou o jornal interno “O Momento”, a Jazz Band de Aymorés, um grupo teatral e a equipe de futebol, pois não recebiam grupos artísticos no asilo. Jésus sofria muito com problemas no fígado, buscava a transferência para o Hospital Padre Bento em Guarulhos, no entanto, suas cartas paravam nas mãos do Diretor do Sanatório Aymorés, que não queria perder seu mais ativo e dinâmico interno.

Em 1937 conseguiu a transferência, mas não conseguiu chegar até lá, as dores no fígado o obrigaram a parar em Itú, e ali ficou no Hospital de Pirapitinguí. Fundou ali além da “Jazz Band”, a Rádio Clube de Pirapitinguí e um jornal interno, o “Nosso Jornal”.

Contato com a Doutrina Espírita

Por ser extremamente materialista buscou nos livros espíritas as explicações sobre os mistérios da vida. Um dia, às voltas com suas dores no fígado, tirou um pouco de água e colocou em um copo dizendo: Se Deus existe mesmo, dou 5 minutos para que coloque nesta água um remédio que me alivie as dores que sinto. E contou no relógio. Quando bebeu a água sentiu que estava totalmente amarga.

Chamou um companheiro que confirmou a alteração da água. E após 2 minutos nada mais sentia em dores. Com dificuldades conseguiu recursos junto às comunidades espíritas para a construção do Centro Espírita Santo Agostinho, fundado em 1945.

Desde então, passou a atender as incorporações de familiares e desobsessões severas de quem o procurasse, permitindo a estes que voltassem à vida normal. Vinte dias antes de desencarnar, com a doença já tendo lhe consumido todo o corpo, e também as cordas vocais, foi à sessão espírita e para a surpresa das 300 pessoas presentes, fez uma preleção de quase duas horas, e ao término da preleção, Jésus simplesmente perdeu novamente a voz.

Desencarne

Os seus últimos dias na matéria foram de muito sofrimento, o seu corpo estava completamente deformado pela doença, seu rosto transfigurado e seus órgãos começaram a parar, e no dia 16 de fevereiro de 1947, Jésus Gonçalves retornou a pátria espiritual.

Foto de chamada e ilustrativa: expedienteonline.com.br

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