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“Um dos aspectos notáveis da evolução espiritual humana é que todos os doentes da alma se tornam médicos por sua vez.” Bezerra de Menezes

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Mocidade

Enviado em 5 de setembro de 2017 | Escrito por Antonio Carlos Tarquinio | Publicado por Rádio Boa Nova

Anos atrás, entrando na mocidade, vivia um momento difícil no núcleo familiar. Como aprendemos desde cedo a procurar socorro, arrimo na casa de oração espiritista era para lá que corríamos em busca de lenitivo a fim de abrandar as aflições que nos visitavam o lar, que se esfacelava diante de escolhas menos felizes dos que lá viviam conosco.

Na altura da conclusão dos trabalhos daquele dia havia um pequeno grupo de senhores trocando ideias em torno de uma comunicação que se lhes mostrou altamente significativa. E eu, mesmo triste e abatido, pois trazia o campo íntimo eivado de preocupações, tomei coragem, me levantei e fui até eles numa tentativa de participar daquele sereno diálogo que me pareceu extremamente interessante.

O instante me marcou tão fundo que se tornou inesquecível porque ao invés de ser rejeitado ou simplesmente ignorado – como soí acontecer -, pude sentir de imediato, através de gestos simples, afetuoso acolhimento qual houvesse sido abraçado por todos eles.

As pessoas que chegam às casas espíritas em sua grande maioria apresentam-se cansadas, às vezes até esgotadas devido aos duros embates da existência. Sofridas, desesperadas e tristonhas esperam dos que as recebem uma gotinha de sedativo de amor que lhes abrandem as dores, as amarguras.

Estas criaturas angustiadas e desiludidas estão a pedir asilo, amparo, guarida, ou seja, necessitam de amor fraterno que lhes conceda o agasalho de carinho imprescindível contra o frio das calamidades porque estão passando. As explicações, conjecturas, concepções e teorias podem ficar para depois.

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