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Morrer Feliz

Enviado em 2 de junho de 2017 | No programa: Além do Arco-Íris | Escrito por Richard Simonetti | Publicado por Rádio Boa Nova

Você sabia, caro leitor, que há a classe dos PSC – persistentes sofredores compulsivos? Gostam de sofrer, de sentirem-se perseguidos, doentes, infelizes, como se carregassem as misérias do Mundo sobre os ombros. Anseiam pela morte.
Se religiosos, a enxergam como uma libertação, passagem garantida para as regiões celestiais, que concebem como o prêmio para seus males.

Se materialistas, cogitam do mergulho no nada, pondo fim às suas angústias. Não fora o instinto de conservação e a intuitiva e impertinente ideia de que a morte não é o fim da consciência, terminariam todos nos precipícios do suicídio.

Uns e outros confessam, desolados: – Estou cansado de viver perseguido pela infelicidade. A morte será uma bênção!
Aqui está o grande engano. A morte nada faz senão despir-nos da armadura de carne, transferindo-nos para o mundo espiritual, como dizia Chico Xavier, com a mudança completa de casa, sem mudança essencial da pessoa.

Isso significa que os PSC continuarão a vivenciar sua sina no mundo espiritual, às voltas com perturbações e angústias que os oprimiam na vida física. Isso sem falar nos tormentos do suicida que, além de colher a decepção de continuar vivo, sofre horrores pelos estragos produzidos em seu corpo espiritual, a refletir a agressão ao corpo físico.

Um PSC conversava com um mentor, na reunião mediúnica.

– Anseio pela morte, com a compensação pelos meus sofrimentos na Terra. Poderei, finalmente, ser feliz.

– Meu irmão, você está cometendo dois equívocos graves que podem comprometer seu futuro no Além.

– Equívocos? Quais seriam?

– O primeiro é imaginar que sua infelicidade seja decorrente dos problemas, lutas e dificuldades da existência física.

– Não aprendemos com o Espiritismo que estamos na Terra para evoluir e que a dor é um instrumento de depuração?

– Sim, mas isso nada tem a ver com o fato de sermos felizes ou infelizes, nem o Espiritismo nos diz que a infelicidade seja o preço do progresso. A felicidade é um estado de espírito, que se sustenta na nossa maneira de ser, de apreciar a jornada humana. Você pode ser feliz, mesmo sofrendo, da mesma forma que pode ser infeliz ainda que a Vida atenda às suas solicitações.

– E o segundo engano?

– Está em imaginar que a morte porá fim à sua infelicidade, habilitando-o à felicidade no mundo espiritual.

– Devo, então, morrer feliz?

– Exatamente.

– Como morrer feliz, se o próprio transe da morte nos impõe sofrimentos físicos e morais?

– Você continua confundindo sofrimento com infelicidade. O desligamento pode ser sofrido para o Espírito que retorna. Não é fácil deixar o corpo físico, que reage, no automatismo fisiológico, à ameaça de extinção, mas imagine o paciente que se submete a uma cirurgia. Ela poderá impor-lhe algum constrangimento e dores, porém não a infelicidade, se ele tem vocação para ser feliz.

– Como desenvolver essa vocação?

– Experimente praticar o Bem, hoje, amanhã e sempre!

A sugestão do mentor lembra um versinho de Casimiro Cunha, em psicografia de Chico Xavier:

Felicidade é viver

De serviço posto à mão,

Entre horários na cabeça

E Cristo no coração.

Considerando que os pensamentos conturbados e as ideias negativas chegam sempre pelo correio da inércia, a defesa está em nos mantermos ocupados com atividades que Jesus recomendaria, tendo por base fundamental o empenho em servir.
E lembre-se: Se você espera pela felicidade nas etéreas plagas, faça de tudo para morrer bem. Seja um FDJ, feliz discípulo de Jesus, cultivando a suprema alegria de cumprir em plenitude seu ensinamento maior (Mateus, 7:12): Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim a eles…

Richard Simonetti

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