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A novinha deve viver a infância

Enviado em 26 de novembro de 2016 | No programa: Juventude Maior | Escrito por Mariana Fridman | Publicado por Juliana Chagas

Barriga de mulher com piercingA cada dia que passa percebo como o mundo está completamente diferente da época em que eu era criança, ou ainda mais do que da época que meus pais eram crianças.  A infância hoje em dia é vivida na frente das telas (smartphones, computadores, tablets, dentre outros), a “queimada” na rua virou coisa de outro mundo, brincar de boneca ou de carrinho foram deixados de lado em troca da tecnologia.

A internet é uma ferramenta incrível, o problema é que essa nova geração vive em função dela, esqueceram-se de outros prazeres saudáveis. É um mundo onde todos tem acesso e podem gerar conteúdo, o que é um perigo, principalmente para aqueles que estão amadurecendo seu caráter e formando sua personalidade.

Me recordo que quando era mais nova, na transição da infância para a adolescência,  as músicas que  mais populares eram o axé e o funk. Toda festinha tocava, mas calma, não é aquele funk que toca hoje em dia. As letras mais subliminares e a falta de malícia tornavam as coreografias apenas uma diversão entre amigos.

A mídia e as redes sociais tem abordado muito o assunto “A novinha é apenas uma criança”, inclusive foi título de capa da Revista Galileu. Assim que comecei a ver a repercussão do assunto meio veio à cabeça um trecho da música Relicário do Nando Reis, que diz “O mundo está ao contrário e ninguém reparou”. Realmente, que inversão de valores, de etapas. A mídia tem dado espaço a discussões sobre o assunto, mas também tem responsabilidade sobre a atual realidade.

Um dos reality shows com mais audiência no Brasil, este ano sofreu uma grave polêmica, onde um dos participantes assumiu publicamente gostar de “novinhas”, ou seja, adolescentes menores de idade. O caso terminou com o indivíduo preso acusado de pedofilia. Outro caso que aconteceu recentemente foi o do cantor Biel, um dos sucessos teen da atualidade, que foi denunciado por uma jornalista acusado de assédio sexual, e se defende dizendo que foi uma “brincadeira”.

É perceptível que o sexo faz parte da vida do jovem cada vez mais cedo. Seja pelos amigos, pela influência da mídia ou pela música de seu gosto. Cada ser humano tem o livre arbítrio de decidir quando se deve iniciar a sua sexualidade, mas há casos que me assustam. Por exemplo, a MC Melody, uma criança de 9 anos, sim uma criança que já canta funk, veste roupas de mulher, com maquiagem pesada, roupas ousadas e letras que incitam o sexo. Nada contra o funk, até mesmo porque há outros estilos musicais que também são apelativos.

Me pergunto, em qual momento a sociedade esqueceu que ser criança é sinônimo de inocência? Estamos nesta encarnação para viver várias etapas, qual o sentido de “pular” uma das mais bonitas?!

Há uma cobrança da própria sociedade, onde muitas vezes, quando a pessoa não se encaixa ou não segue algum padrão imposto ele se sente excluído.

Pode parecer repetitivo e clichê, mas digo, por experiência própria: é extremamente importante a presença dos pais, ajudando a criança ou jovem a encontrar seu caminho.

 

Foto ilustrativa: freeimages.com

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