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O Amor Sempre

Enviado em 21 de agosto de 2016 | No programa: Além do Arco-Íris | Escrito por Richard Simonetti | Publicado por Juliana Chagas

O português João de Brito, ou São João de Brito (1647-1693), venerável vulto do Cristianismo, seguiu os caminhos de Paulo deMulher de costas fazendo sinal de coração com as mãos Tarso. Foi grande divulgador da mensagem cristã na Ásia. Converteu multidões com sua bondade e dedicação aos valores do Evangelho.

Morreu decapitado na cidade de Urgur, na Índia, onde pregava o Evangelho. Quando lhe comunicaram a execução, alegrou-se, porque iria morrer a serviço de Jesus. Expirou tranquilamente, rendendo graças a Deus pela honra de testemunhar sua crença.

É consagrado como o patrono dos pioneiros, aqueles que desbravam horizontes, que enfrentam o desconhecido em favor do progresso humano.

No livro Falando à Terra, psicografia de Francisco Cândido Xavier, edição FEB, há uma mensagem dele que transcrevo, surpreendente e notável dissertação a respeito do Amor:

         O Amor, sublime impulso de Deus, é a energia que move os mundos.

Tudo cria, tudo transforma, tudo eleva.

Palpita em todas as criaturas.

Alimenta todas as ações.

O ódio é o Amor que se envenena.

A paixão é Amor que se incendeia.

O egoísmo é o Amor que se concentra em si mesmo.

O ciúme é o Amor que se dilacera.

A revolta é o Amor que se transvia.

O orgulho é o Amor que enlouquece.

A discórdia é o Amor que divide.

A vaidade é o Amor que se ilude.

A avareza é o Amor que se encarcera.

O vício é o Amor que se embrutece.

A crueldade é o Amor que tiraniza.

O fanatismo é o Amor que petrifica.

A fraternidade é o Amor que se expande.

A bondade é o Amor que se desenvolve.

O carinho é o Amor que floresce.

A dedicação é o Amor que se estende.

O trabalho digno é o Amor que se aprimora.

A experiência é o Amor que amadurece.

A renúncia é o Amor que se ilumina.

O sacrifício é o Amor que se santifica.

O Amor é o clima do Universo.

É a religião da vida, a base do estímulo e a força da Criação.

Ao seu influxo, as vidas se agrupam, sublimando-se para a imortalidade.

Nesse ou naquele recanto isolado, quando se lhe retire a influência, reina sempre o caos.

Com ele, tudo se aclara.

Longe dele, a sombra se coagula e prevalece.

Em suma, o Bem é o Amor que se desdobra, em busca da Perfeição no infinito, segundo os Propósitos Divinos.

E o mal é, simplesmente, o Amor fora da Lei.

                                               ***

Imaginemos o Amor como sendo a eletricidade do Universo, a mover os mundos e sustentar os seres.

Podemos usá-la para o Bem ou para o mal, dependendo de como a transformamos, moldando-a, de conformidade com nossas tendências e impulsos.

Se a represamos ou mal utilizamos, comprometemos nossa estabilidade e nos habilitamos a dolorosas experiências, como uma casa onde um curto-circuito na instalação elétrica provoca incêndio devastador.

É de se ver se nossos males, nossas angústias, não serão a mera consequência do Amor transviado.

 

Foto ilustrativa: pexels.com

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