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O Esquecimento do passado e a existência de Deus

Enviado em 23 de novembro de 2015 | No programa: Rádio Revista André Luiz | Escrito por Maria Izilda Netto | Publicado por Juliana Chagas

Mulher rezando em foto preto e brancoNeste texto que nossa equipe leu no programa entendemos as razões de como podemos perceber a existência de Deus e a relação com o esquecimento do passado.

Existe algo que está em você, por isso todos temos tendências.

Entenda mais lendo esta história:

Dois bebês conversavam no ventre da mãe.

Um perguntou ao outro:

– Você acredita em vida após o parto?

O outro respondeu:

– É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde.

Disse então o primeiro:

– Bobagem. Não há vida após o parto. Que tipo de vida seria esta?

O segundo disse:

– Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós poderemos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez nós teremos outros sentidos que não podemos entender agora.

O primeiro retrucou:

– Isto é um absurdo! Andar é impossível! E comer com a boca!? Ridículo! O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos. O cordão umbilical é muito caro. A vida após o parto está fora de cogitação.

O segundo insistiu:

Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico.

O primeiro contestou:

– Bobagem, e, além disso, se há, realmente, vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá? O parto é o fim da vida e no pós-parto não há nada além de escuridão, silêncio e esquecimento. Ele não levará a lugar nenhum.

O segundo argumentou não muito convicto:

– Bem, eu não sei, mas certamente vamos encontrar a mamãe e ela vai cuidar de nós.

O primeiro respondeu meio irônico:

– Mamãe!! Você realmente acredita em mamãe? Isto é ridículo. Se a mamãe existe, então, onde ela está agora?

O segundo disse, já começando a usar a razão:

– Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela, este mundo não seria e não poderia existir.

Disse o primeiro:

– Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe.

Ao que o segundo respondeu:

– Às vezes, quando você está em silêncio, se você se concentrar e realmente ouvir, você poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa lá de cima.

Este foi o modo pelo qual um escritor húngaro explicou a existência de Deus.

 

Foto ilustrativa: freeimages.com

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