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“A caridade dos Céus é fonte que não se esgota.” Auta de Souza

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O Lugar Ideal

Enviado em 29 de outubro de 2014 | No programa: Na Próxima Dimensão | Escrito por Equipe Programa Na Próxima Dimensão | Publicado por Rádio Boa Nova

Bonecos de papel unidos

Ele existe?

Ah! Sempre sonhamos com o “mundo ideal”, onde tudo e todos se comportem do jeito que achamos que deva ser. E, por isso não acontecer, utilizamos, ainda que inconscientemente, essa justificativa para não fazermos o que nos compete. A Nossa Mudança!

Quantas vezes desistimos da refrega, em virtude dessas desculpas?

João, o Evangelista, vencendo a pusilanimidade dos apóstolos, se pôs junto a Maria, ao pé do madeiro, e ouviu do Cristo:

— Mãe, eis aí teu filho!

— Filho, eis aí tua mãe!

A partir desse momento, ficou o tirocínio para todos nós. Os anos se passaram, e naquele Oasis de luz, em Éfeso, que recebia todos os tipos de necessitados; quando o tempo já entalhara em seu corpo, todas as suas marcas, sempre que João era perscrutado sobre uma lembrança dos seus dias com Jesus, dizia:

— Ah! Eu me lembro do mestre pedindo que nos amassemos, uns aos outros…

Hoje, ao buscarmos esse refrigério, em nossas casas de oração, acabamos nos esquecendo desse precioso e fundamental ensinamento, e muitas vezes, nos preocupamos mais com assuntos que nada se referem ao escopo do nosso ideal.

Acabamos agindo como Marta, a irmã de Lázaro, e nos ocupamos com a postura dos nossos companheiros ao invés de cuidarmos da nossa:

Fulano aplica o passe assim;

Beltrano disse isso;

Cicrano fez aquilo;

Eu sou um fundador dessa casa… – sem perceber que está afundando – e esse aí chegou agora e já quer participar disso ou aquilo;

Isso sempre foi feito assim;

Agimos como se tempo “de” doutrina, fosse sinônimo de “tempo vivenciando a doutrina”.

Queremos tarefas “nobres”, de visibilidade, de direção, e nunca nos lembramos de que os banheiros também devem ser limpos, e as vassouras devem ser empunhadas…

Usamos como exemplo o Óbolo da Viúva, e ensinamos aos outros a maneira de se fazer caridade. Porém, na primeira oportunidade, agimos como os hipócritas em seus sepulcros caiados, e proclamamos aos quatro cantos tudo que já fizemos… Acreditando que somos o paladino da espiritualidade.

Batuíra, lembra-nos que uma casa de oração é também um templo de luz, lar de esperança, o abrigo dos fracos, reforço dos fortes, educandário dos carentes de conhecimento, universidade dos sábios, escola dos iniciantes, oficina dos servidores, lar dos sozinhos, refúgio dos sofredores e jardim para os cultivadores do bem entre outras.

Contudo, entramos sempre de maneira tão automática, que acabamos nos esquecendo dessas advertências, e acabamos por querer, que lá seja o nosso mundo ideal; sem respeitarmos as diferenças.

Irmão José nos adverte: Quem não procura pela Luz, pelas trevas é procurado!

Respeitar as diferenças, não é ser conivente com o erro. O mal adquire determinadas proporções, em virtude da inércia dos bons…

Assim, fiquemos com o exemplo de Chico Xavier, que depois de esgotada todas as possibilidades de se adequar aos objetivos da Comunhão Espírita Cristã, e por não concordar com os rumos que a Casa estava seguindo, ao invés de “forçar” uma mudança de conduta de seus dirigentes, ele simplesmente se retirou, e foi vivenciar os seus objetivos no Grupo Espírita da Prece.

Deixando-nos sua conduta de vida, como o maior legado, ele nos alertou:

“O dia que tirarem Jesus do espiritismo, eu deixo de ser espírita, e tento ser cristão”.

 

Foto ilustrativa: ceac.org.br

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