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O Preconceito e a Sociedade dos dias de Hoje

Enviado em 25 de novembro de 2014 | No programa: Juventude Maior | Escrito por | Publicado por Rádio Boa Nova

Mulher loira, bebê japonês e mulher negra

É difícil dizermos que nós, ou alguém que conhecemos nunca sofreu preconceito ou discriminação.

Essa triste realidade ainda existe devido ao atual estado da humanidade, ainda egoísta e egocêntrica, intolerante e fechada. Um bom número de pessoas já está se esforçando para deixar de lado tais posturas, graças a um processo de conscientização com diversas origens, mas é preciso que ainda mais assumam essa postura. Mas por que deixar de lado os preconceitos e aceitar as diferenças de todos é tão difícil?

O preconceito parte necessariamente de ideias e valores arraigados na personalidade de cada um. Mas por que em algumas pessoas esses valores são refletidos como posturas saudáveis, e em outros em formas de intolerância? Cada pessoa enquanto ser humano é única, formada não apenas de crenças e valores, mas também de experiências. Como cada valor ou crença foi vivido e assimilado faz toda a diferença entre opiniões e extremismos.

Mas calma aí. Você está me dizendo que o preconceito existe por causa de experiências frustrantes que alguém passou com esta ou aquela situação? Exatamente!

É fundamental entendermos o preconceito como uma doença, e o preconceituoso como um doente. Ele causa danos aos demais e é responsável por tais danos, sem dúvida. Mas acima de tudo, é uma pessoa com diversos traumas e experiências ruins, precisando de ajuda e tratamento, para então se livrar desse mal. E como seria o tratamento? Psicoterapia? Internação compulsória em clínicas de recuperação para preconceituosos? Não.

O convívio social é a forma mais simples, direta e eficaz para esse tratamento. Como assim?

Os grupos em que vivemos exercem uma grande influência em suas atitudes e comportamentos. Em nosso aprendizado isso acontecia o tempo todo. Se meu pai gosta, minha mãe gosta e outras pessoas importantes pra mim gostam é certo. Se todos não gostam, é algo errado.

Assim, se o grupo condena ações preconceituosas desta ou daquela natureza, estas tendem a diminuir em presença do grupo, e mais tarde, o próprio individuo vai parar para pensar sobre a questão, e internalizar essa “verdade” obtida do grupo –  tal comportamento é ruim.

Parece simples, mas sabemos que não é. Mas os preconceitos não existem como uma forma de preservação do ego?

Sim e não. Os mecanismos de defesa do ego tem uma forma similar de funcionamento, mas de resto não são em nada análogos. Os mecanismos de defesa mudam sua percepção ou a forma que você encara a percepção para que o ego não sofra. O preconceito simplesmente exclui qualquer chance de interação, acreditando que esta faria algum tipo de mal. Normalmente, quando buscamos justificar o preconceito enquanto defesa precisamos rever nossos próprios valores e ver onde acreditamos que ferir a outrem pode ser uma forma de defesa.

A reencarnação vem por fim encerrar qualquer motivo restante à discriminação, pois esta funciona como niveladora universal da condição humana, em todos os povos, raças, condições sociais, religiões e gêneros, fornecendo a chance do aperfeiçoamento através das sucessivas miríades de experiências, nas diversas vidas do mesmo espírito e nas diversas épocas da humanidade, até que, seguindo os ensinamentos de Jesus, a humanidade possa transcender as barreiras da aparência e amar ao próximo enquanto centelha divina única e perfeita em cada uma de suas particularidades.

 

Foto ilustrativa: sossolteiros.virgula.uol.com.br

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