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O que aprendemos com o Holocausto

Enviado em 28 de janeiro de 2016 | No programa: Entre Amigos | Escrito por Equipe Entre Amigos | Publicado por Juliana Chagas

Cravo vermelho no chãoOntem, dia 27 de janeiro, foi o dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Na matéria do “Jornal Nova Era” pela Rede Boa Rádio Boa Nova há um resumo dos acontecimentos que ocorreram há 71 anos, neste período tão triste da história da raça humana, onde um grupo se julgou acima das leis da vida, especiais e melhores do que outros e exterminou quase 70% dos judeus, quase que de forma industrial, por perseguição e campos de concentração.

Se pararmos para pensar, toda a campanha de ódio e preconceito que os nazistas implantavam em toda a Alemanha era largamente proferida pela intolerância que as pessoas tinham contra o diferente e o que não conheciam. Naquele momento era ilustrado contra aqueles que estavam fora da “raça pura alemã”, que seriam os judeus, os ciganos, os negros, os homossexuais, deficientes intelectuais e físicos, descendentes do Leste Europeu. Um período triste que nunca conseguiremos esquecer. E nem podemos. E por quê?

Com todo o ocorrido, com as milhões de mortes, sofrimento, o horror que toda a humanidade passou naquela década e até hoje quando pensamos, lemos e estudamos sobre o período, ainda não aprendemos nenhuma lição?

Não iremos esquecer que tudo o que passamos está incluído na Lei de Causa e Efeito, que temos responsabilidades por tudo o que fazemos seja nessa ou outras vidas. Porém, ao revisitar tudo isso, não conseguimos aprender que a intolerância não leva a nada, que somos todos iguais perante o Criador, que todos temos direito de evoluir mas também dever de viver em paz com o próximo, respeitando-o, amando-o e praticando a caridade sempre?

Não conseguimos aprender ainda que se anteriormente era usada as praças públicas, hoje as praças públicas digitais como a internet, redes sociais e afins, continuam a ser usadas como local de linchamento e apontamento das diferenças, defeitos dos outros e zona de intolerância? E continuamos a incitar o ódio por conta de qualquer coisa, a julgar, seja ela posição política, cultura diferente, nacionalidade que não é nossa, desempenho esportivo ou qualquer ação que julgamos que fere nossa moral ou “bons costumes”?

Continuamos a achar normal que nossos pequenos filhos, sobrinhos, vizinhos, primos continuem a praticar violência verbal e bulling contra os outros os seus diferentes desde a mais tenra idade? E esses mesmos crescem achando que seus direitos são únicos e invioláveis e não percebem que o seu direito termina quando começa o direito do outro?

Não entendamos que essa reflexão faz parte de uma linha pessimista de raciocino, aliás, muito pelo contrário. Faz parte de uma tentativa de entender porque erramos num passado tão próximo e estamos caminhando para cometer alguns dos mesmos erros. Sabemos que estamos aqui para evoluir, para ganhar e perder e para sermos melhores, então que tal começarmos as mudanças desde já? Sim, vamos continuar a lutar e não errar os mesmos erros, ainda que sejamos “empurrados” a isso. Pensemos nisso.

 

Foto ilustrativa: http://www.freeimages.com/

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