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O Que Leva o Jovem em Direção ao Mundo das Drogas?

Enviado em 19 de fevereiro de 2014 | No programa: Juventude Maior | Escrito por | Publicado por Rádio Boa Nova

Ao imaginar numa resposta única para tantos casos, em situações tão diversas podemos logo de cara ver que ela seria errada. Sombra de menina com cigarro na mãoOs fatores são muitos, mas é possível enumerar os principais. Como?

Os fatores educacionais/familiares

Podemos dizer que a família tem, quer em sua própria estrutura, quer pelo exemplo de seus membros para a criança, uma responsabilidade enorme na educação nos seus mais diversos aspectos. Um destes, a conscientização a respeito das drogas, seus malefícios, e o risco de viciação, presente desde o primeiro uso.

Aliás, um ponto desse assunto que deve ser sempre abordado é que existe sim a possibilidade de ocorrer a viciação após o primeiro uso, independente da substância, dose ou momento. Na ausência da conscientização do jovem pela família, caminhamos um passo mais perto das drogas. 

Os fatores locais/amizades/hábitos

Além da educação proveniente do lar existe outro fator igualmente forte no caminho para as drogas: os locais, amizades e hábitos. Estar na companhia de uma pessoa que fuma, por exemplo, pode levar a uma inclinação por fumar também, ainda mais se essa pessoa for alguém importante para o jovem, como um bom amigo, namorado ou namorada etc.

mão segurando cigarro acesoEstar em um barzinho junto com os amigos favorece muito mais a ideia de beber uma cervejinha ou duas do que se estivesse na casa de alguém, ou em uma pizzaria. São coisas simples, situações rotineiras, mas que favorecem o consumo de drogas. Mas cigarro e álcool são drogas? Sim, cigarro e álcool são drogas sim, produzindo efeitos danosos tanto psicológicos quanto físicos a curto, médio e longo prazo.

Outro ponto importante a ser destacado é que , ao contrário do que muitos pensam, é o álcool, e não a maconha a porta de entrada para outras drogas.

Lógico que, estar num bar não significa que a pessoa bebe ou irá beber, mas por que não estar em outro ambiente qualquer? Estar numa turma que utiliza cocaína ou LSD não significa que você também use, mas, quantas vezes esses amigos não te perguntaram se você queria experimentar?

A opinião própria conta muito, mas perante a indecisão vivida constantemente pelo jovem, o que hoje é ruim amanhã pode ser não tão ruim, depois não recomendado, e mais tarde sem problemas. Então vale pontuar sim o papel das influências de amizades, ambientes e hábitos. 

A mídia e a sociedade 

O que dizer a respeito do status oferecido pelo galã conquistador com um copo de whisky na mão? Ou aqueles comerciais, que existiam no passado do cigarro como um objeto sexy?

E o costume, por exemplo, do happy hour com cervejinha gelada, celebrado como parte do dia a dia, após o trabalho? Porque como parte da descontração, nada melhor que a cerveja. E o vinho no jantar a dois? O cigarro pra desestressar?

A mídia e a sociedade tem sim o seu papel na questão das drogas, seja no combate ou no incentivo. Se por um lado a mídia vende um status fictício junto ao consumo desta ou daquela substância ela também faz questão de dizer que o vício é consequência do consumo por alguém que não conseguiu se controlar, esquecendo que ela mesma criou a necessidade do consumo daquela substancia.

Vende as drogas, e depois varre a sujeira pra baixo do tapete, como se o vício fosse culpa unicamente do usuário, e que em momento algum aquela substância fosse perigosa.

Por outro lado, além das indústrias envolvidas no lucro vindo das drogas temos sim na mídia iniciativas de caráter responsável, alertando aos perigos provenientes do consumo, e que cedem espaço para grupos e instituições de tratamento divulgarem seu trabalho de recuperação. Existem também no âmbito social, grupos de conscientização e esclarecimento, assim como amparo ao dependente. Cabe então a nós, decidirmos, por A ou B.

 

OK. Apresentados os fatores principais, como podem os pais auxiliar o jovem a evitar más escolhas que possam conduzir ao vício?

Através da conscientização e educação em primeiro lugar. Depois, através do esclarecimento franco e aberto,  livre de preconceitos e crenças.

Mesmo com isso meu filho é usuário de alguma droga. O que faço?

Alerte-o dos prejuízos associados à droga. Não precisa fazer parecer o fim do mundo, mas lembre-o que depois da bebedeira vem a ressaca, que o cigarro provoca inúmeras mortes por câncer, que os efeitos produzidos por drogas psicotrópicas diversas provocam distúrbios de socialização e personalidade, e que o uso induz ao abuso e a dependência.

Não adiantou, meu filho é um dependente. E agora?

Faça o ver os prejuízos que a dependência trouxe, está trazendo e irá trazer. Lembre-o de que ele pode sair dessa, basta procurar tratamento. E lembre-o de que você continua a seu lado.

Ele admitiu a dependência, e quer se tratar. Como posso ajudá-lo?

Pergunte a ele, ou em casos mais extremos, decida qual o melhor método de tratamento, e o inicie o quanto antes. Se informe com pessoas com experiência na área, eventualmente procure tratamento para co-dependentes. Esse então é o primeiro passo, agora na caminhada da recuperação, um processo que agora fará parte do dia a dia do jovem e da família.

 

Fotos ilustrativas: stock.xchng

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