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“De nada adianta crer, se sua crença não o faz dar sequer um passo na senda do progresso.” Allan Kardec

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O que você tem feito para levar a felicidade?

Enviado em 28 de novembro de 2017 | Escrito por Eliete Ribeiro | Publicado por Rádio Boa Nova

Recentemente, tive uma experiência surpreendente na Alameda das Casas André Luiz. Em uma manhã de sábado, observando pela janela da Rádio Boa Nova, vi uma cena muito linda que me chamou bastante a atenção. Como é de conhecimento de todos, a sede da Rede Boa Nova de Rádio fica dentro das Casas André Luiz, local este, que abriga cerca de 600 assistidos com dificuldades intelectual e física. Percebi que um dos assistidos, também com suas dificuldades, auxiliava o outro que era cadeirante.

E neste mesmo dia, ele subiu para conversar conosco e perguntar sobre um amigo em comum, se ele estava bem. Pois ele já tinha mandado recado por mim, que estava com saudades desta pessoa. Ele só não, mas todos os seus amigos que aqui moram.

Eu perguntei a ele, se ele já tinha almoçado, respondeu que sim. Mas percebi nele, uma certa preocupação e logo tratou de justificar o seu semblante carregado. O amigo que ele estava empurrando a cadeira de roda, momento antes, não tinha se alimentado. Ele explicou que o mesmo estava muito chateado e estava sem apetite, por conta do estado de saúde de sua irmã, que estava entubada, mas já tinha se encarregado de avisar a psicóloga que ele não tinha se alimentado e que logo também poderia ficar doente como a irmã.

Vocês percebem que mesmo com toda a limitação que este assistido apresenta ele consegue auxiliar o amigo, que estava numa condição um pouco mais complicada? Ou seja, não há desculpas para ajudar. É interessante notar a sensibilidade e a responsabilidade em cuidar do próximo sem nenhum interesse. Este amor gratuito que falta muitas vezes nas pessoas e atitude assim, chega e nos dá um chacoalhão e nos faz refletir: o que tenho feito para levar a felicidade, ou o que eu tenho feito para amenizar a dor do outro? Até que ponto ando me importando com o próximo? Muitas vezes não temos esta disposição, estamos vazios, até o afeto

de ouvir o que o outro tem a dizer nos falta. Já percebeu o que fazemos? Alguém chega para desabafar, é nós começamos antes mesmo de ouvir, a despejar todos os nossos problemas na vida daquele outro que veio com a vida toda tumultuada, precisando colocar para fora aquela angústia, mas nós, no nosso egoísmo, que nos toma conta, não queremos nem sequer saber do problema alheio. Afinal, o nosso desafio é sempre mais importante e sempre mais difícil.

Façamos diferente daqui para frente, se não temos nada a oferecer, exercite o amor ao próximo, para que possamos ser criaturas melhores e amparar aqueles que muitas vezes estão nas trevas e que possamos iluminar a mente daquele que precisa de uma luz.

Com certeza, o pouquinho que doarmos de nós fará a diferença na vida daquele que está precisando de um apoio.

Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo XIII nos chama atenção para o seguinte, quando se fala sobre a caridade:

“A caridade, meus amigos, se faz de muitas maneiras; podeis fazer a caridade em pensamentos, em palavras e em ações. Em pensamentos: orando pelos pobres abandonados que morreram sem ter podido mesmo ver a luz, uma prece do coração os alivia. Em palavras: dirigindo aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos; dizei aos homens irritados pelo desespero, pelas privações, e que blasfemam do nome do altíssimo: “Eu era como vós; eu sofria, era infeliz, mas acreditei no Espiritismo, e vede, sou feliz agora”.

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