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O Reino de Deus

Enviado em 28 de agosto de 2016 | No programa: Além do Arco-Íris | Escrito por Richard Simonetti | Publicado por Juliana Chagas

Mãos fazendo sinal de preceJesus transmitia suas lições, preparando os corações para o Reino de Deus, quando algumas crianças foram colocadas à sua frente, a fim de que as abençoasse.

Era costume entre os judeus que os homens santos ministrassem suas bênçãos – uma evocação da proteção divina sobre crianças e adultos.

O ato de abençoar enraizou-se no Cristianismo, estendendo-se ao próprio relacionamento familiar, envolvendo pais e filhos. Não são poucos os que guardam, no tesouro das recordações mais ternas da infância, expressões assim:

– A “bença”, pai! – Deus te abençoe, filho!

– A “bença”, mãe! – Deus te abençoe, filho!

A criançada podia dormir tranquila! Estava presente a proteção divina, evocada pelos pais!

Gente com mania de originalidade contesta o ato de abençoar, sob a alegação de que tende a estabelecer barreiras entre pais e filhos. O que abençoa situa-se acima daquele que é abençoado. Isso inibiria a comunhão afetiva.

Levada às últimas consequências essa orientação, deveríamos eliminar toda disciplina no lar, porquanto, qualquer iniciativa dos pais nesse sentido representaria o exercício de indébito autoritarismo, a erguer barreiras entre eles e os filhos.

Ah, esses doutos! Quando o cérebro se desliga do coração, perde o rumo e envereda por estranhos caminhos.  Raciocínios dessa natureza inibem uma das mais belas manifestações de afetividade no lar:

  • Os filhos que pedem a bênção de seus pais.
  • Os pais que abençoam seus filhos.

Os discípulos aborreceram-se com a presença das crianças, mas Jesus os conteve:

– Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o Reino de Deus. Em verdade vos digo que aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, de modo algum entrará nele.

Abraçando os pequenos, abençoou-os, impondo-lhes as mãos. Situava, assim, as crianças, como o símbolo da pureza e da simplicidade necessárias ao ingresso no Reino de Deus.

Uma perguntinha: onde fica?

Se você não sabe, leitor amigo, não se preocupe.

Em outra passagem evangélica (Lucas, 17:21), o próprio Mestre informa: – O Reino de Deus está dentro de vós.

Então, não se trata de local geográfico, na Terra ou alhures. É um estado de consciência! O Céu está em algum recanto, em nosso universo interior. Obviamente, o inferno também. Diríamos que são realizações pessoais, condicionadas ao que pensamos e fazemos.

Uma senhora vivia desolada e infeliz!  Dizia-se mal amada…

O marido não lhe dava atenção; os filhos a desrespeitavam; os vizinhos eram invejosos; o pessoal de sua igreja agia com falsidade; sua vida, um tormento!

Quando desencarnou, por uma questão de afinidade, ela, que cultivava um inferno em seu coração, viu-se em região de sofrimentos.

Ali, mais que nunca, sentia-se infeliz. Mal amada…

Reclamava que Deus não lhe ouvia as orações. Via-se cercada de gente atormentada; revoltava-se contra o destino ingrato, mergulhada num oceano de aflições

Depois de muito sofrer, brilhou em seu coração uma réstia de humildade. Lavou o coração com lágrimas contritas, implorando a complacência divina.

Imediatamente foi socorrida por benfeitores espirituais que a levaram para estágio reparador, em maravilhosa colônia espiritual.

Ali vivia uma comunidade feliz e ajustada, que observava integralmente o Evangelho, cultivando os valores do Bem.

A senhora esteve satisfeita… por algum tempo. Em breve caiu nos tormentos a que se habituara. Mal amada…

Ninguém lhe dava atenção… Havia falsidade nas pessoas… A ladainha de sempre!

Vivendo em autêntico paraíso, permanecia no inferno que sustentava em si mesma.

 

Foto ilustrativa: freeimages.com

 

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