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Obesidade Animal

Enviado em 19 de maio de 2014 | No programa: Nossos Irmãos Animais | Escrito por | Publicado por Rádio Boa Nova

cachorro deitado

A obesidade é definida como acumulo excessivo de gordura corpórea, que acomete não somente os seres humanos, mas também cães, gatos e outros animais.

Estudos demonstraram que pelo menos um em cada quatro animais de estimação estão obesos. O animal é considerado obeso quando seu peso ultrapassa em 15 a 20% o peso corporal ideal. 

Apesar de ser frequentemente subestimada pelos tutores de animais, a obesidade é prejudicial para a saúde dos cães e gatos, pois diminui a capacidade física e favorece o desenvolvimento de doenças, tais como diabetes, doenças de pele, distúrbios cardiovasculares e respiratórios ou lesões ósseas e articulares. 

Causas

Entra as inúmeras causas para obesidade, a mais comum é o consumo exagerado de calorias. Petiscos e agrados a mesa, restos de comida e misturas de alimentos humanos com a ração, tudo isso aumenta o consumo de calorias.

 Características genética também podem favorecer o acumulo de gordura, raças como o labrador, cocker, dachshund, são algumas das mais propensas à obesidade. No caso do dachshund a situação é mais perigosa, pois o formato de seu corpo unido à obesidade pode provocar um quadro de paralisia dos membros posteriores e até atrapalhar suas funções excretoras.

A maioria de cães e gatos com excesso de peso tem sua idade ao redor de 6 a 8 anos isso ocorre devido à redução do metabolismo, mas a falta de atividades físicas também são muito importantes para ajudar no acumulo de peso.

Animais pouco ativos ou que não tenham a oportunidade de se exercitarem, certamente, apresentam maior risco de acumular peso excessivo.

E por incrível que pareça, apenas em alguns poucos casos a castração influencia no ganho de peso: somente 30% dos animais castrados apresentam maior predisposição à obesidade os outros 70% não sofrem nenhuma alteração com a castração.

Animais com excesso de peso tem maior risco de desenvolvimento de uma variedade de problemas de saúde, levando a um prejuízo na qualidade de vida do animal, podendo até reduzir sua expectativa de vida em alguns anos.

Cães excessivamente obesos apresentam maior prevalência de lesões ortopédicas traumáticas como: fraturas, estiramentos, ruptura de músculos e tendões e degenerativas como: artrites, artroses e problemas articulares crônicos. Apresentam doenças cardiovasculares que se manifestam sob a forma de insuficiência cardíaca e na elevação da pressão sanguínea. Sabe-se ainda que a obesidade predispõe ou aumenta a gravidade do diabetes.

Em gatos, além dos mesmos riscos há o aumento da chance de desenvolverem a lipidose hepática. A lipidose hepática ou fígado gorduroso é uma síndrome comum caracterizada pelo excesso de gordura acumulada no fígado dos gatos. . Os sintomas comumente observados com esta síndrome são: anorexia, perda de peso, letargia, vômito, icterícia (coloração amarelada na pele) e ocasionalmente sinais comportamentais ou neurológicos como salivação excessiva, cegueira, coma e convulsões podendo levar o animal a morte.

Além dessas doenças existem outras complicações, como aumento do risco anestésico, menor tolerância a exercícios e menor disposição, dificuldade respiratória, problemas dermatológicos e endócrinos e imunossupressão.

Prevenção

Portanto, é melhor prevenir a obesidade do que envolver-se na dura batalha para combatê-la. Faça com que seu animal movimente-se, leve seu animal para passear e brinque com ele. Forneça alimentação no mínimo 2x ao dia para que o animal não sinta fome e acabe comendo mais que o necessário.

Evite petiscos, resto de alimentos, e comida humana. Gorduras, frituras e embutidos além de engordarem, podem intoxicar o animal causando vômitos e diarreia. 

A prevenção bem sucedida da obesidade, enquanto o animal já apresenta o sobre peso, envolve avaliação do médico veterinário, que poderá melhor diagnosticar o quadro e, então, indicar a conduta a ser seguida.

Se seu amigo já está obeso a reversão do quadro se baseia em duas alterações comportamentais, na adaptação da dieta e na adição de exercícios em sua rotina. Neste caso a coisa mais importante é que o tutor admita que seu animal está acima do peso ideal e conheça os riscos inerentes a esse quadro.

A importância de uma dieta “individualizada” é imprescindível, mas esta deve ser eficaz e aceita tanto pelo tutor como pelo animal. Acompanhado de uma mudança de estilo de vida do animal e da interação tutor animal.

A relação do tutor com o animal terá de mudar para garantir o sucesso do tratamento. Maus hábitos alimentares terão de ser abandonados e o incentivo a atividade física deve ser ampliado através de jogos, brincadeiras, caminhadas e passeios.

E importante que o tutor fique atento e acompanhe de perto o progresso do animal, checando constantemente o peso e a conformação corporal. 

Com uma dieta apropriada, caseira, instituída pelo veterinário, ou de rações light e diet, e uma rotina de exercícios é possível reverter esse quadro e trazer o animal de volta a uma condição saudável e feliz.

Obesidade não é bom para ninguém, nem para tutores muito menos para os animais!

 

Foto ilustrativa: stock.xchng

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