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Pena de Morte

Enviado em 3 de abril de 2016 | No programa: Espiritismo: Uma Luz Para Nossos Dias | Escrito por André Luis Chiarini Villar | Publicado por Juliana Chagas

pena_de_morte_capaNa condição de espírita cristão que me considero, apesar de saber pouco e ainda ter muitas dificuldades de colocar o que sei em prática, me sinto no dever de escrever sobre esse tema tão debatido na sociedade: a pena de morte. Pelo que já li em livros, por entrevistas que já ouvi, por palestras que já assisti, posso chegar à conclusão que nós, os espíritas, devemos ser contrários à pela de morte, porque sabemos que a morte não existe.

De nada adianta matarmos o criminoso, sendo que ele, do outro lado da vida, continuará a fazer tudo que já vinha fazendo, e com uma diferença: dotado de uma liberdade ainda maior.

Nós imaginamos que criminoso é apenas o que mata, o que rouba, o que lesa alguém… e na verdade, a palavra “criminoso” se estende muito além do que imaginamos… criminoso é todo aquele que fere a lei, seja a lei dos homens, seja as leis divinas.

Todos os dias, cometemos erros e muitas vezes crimes; na maioria das vezes, os crimes que cometemos não ferem a nossa constituição nacional, mas fere a constituição divina, pois em todos os momentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo pregou a máxima “amai-vos uns aos outros como vos amei”.

Nós aqui estamos para nos unir, para somar, para crescermos como seres humanos, e não o que vemos hoje – as pessoas na base do “cada um por si e Deus por todos”. É verdade: na atual encarnação, a maioria de nós não matamos, não furtamos… mas todos os dias, cometemos atos brutais, como por exemplo, ter inveja dos outros, jogar um contra o outro, ser maledicentes, fofoqueiros, usar do pensamento para prejudicar nosso semelhante com a emissão de uma força negativa… e ficaríamos enumerando vários e vários atos condenáveis perante a lei divina.

Se fosse para ter pena de morte, será que também não estaríamos na fila?

Já temos muita coisa para nos preocuparmos. Deixemos o outro de lado e vamos observar a nós em primeiro lugar, por que na atual condição nossa, estamos igual Jesus quando disse: “um cedo guiando outro; no primeiro buraco, ambos caíram”. Vamos começar a enxergar as verdades que nossos olhos não podem ver, mas colocar mais amor em nosso coração.

Vamos praticar mais da caridade, pois é disto que o mundo precisa. Para encerrar, vamos refletir sobre essa frase do nosso benfeitor Emmanuel, através do amado Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

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