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Pensando em Separação?

Enviado em 26 de fevereiro de 2015 | No programa: Perante a Eternidade | Escrito por Jairo Avellar | Publicado por Rádio Boa Nova

É cada vez mais comum o pensamento em uma separação conjugal, na realidade, muitas pessoas são levadas pelo modismo,Casais brigando outras pelo comodismo e algumas outras tomam esse caminho por verdadeiramente enfrentarem situações complicadas com respeito à vida a dois.

Certo é que, as pessoas estão mais dispostas a romper o seu relacionamento afetivo ou conjugal, estão com menos medo de efetivarem esse rompimento e isso já não representa mais um pavor ou uma barreira intransponível para muitos.

As pessoas, definitivamente estão perdendo o medo desse fantasma chamado solidão, a grande maioria esta disposta a enfrentá-la e a buscar saídas criativas e inteligentes, estão aprendendo cada vez mais a perceber que ninguém está totalmente só! Que a solidão não é uma questão de logística, más um estado de alma!…

Ora falamos então de um modismo, sim há um modismo em voga e ele é plenamente perceptível, pessoas acabando com o tabu ou o estigma da separação estão vendo esta intrincada questão como um caminho e não como um engano, como uma tomada de decisão e não como uma duvida atroz, como um comportamento muitas vezes saudável e até mesmo chic e não como um fardo ou uma execração social. O modismo do momento é o do comportamento light, não adianta o corpo estar leve se a alma continuar pesada.

Este estado de mudança no foco das separações tem retirado as pessoas do lugar do sofrimento, de um inferno onde somente exista o caos, o inaceitável.

Observando estas mudanças de curso com respeito às separações, as pessoas têm passado até a lhe conferir um certo prazer, na medida em que passam a perceber que a vida é feita de decisões, de retomadas, de reinícios, de que a vida é um eterno recomeço e que recomeçar é um ato de coragem.

Socialmente foi-se a época em que se pesava sobre as separações o sentido finalístico das coisas, as lâminas afiadas das críticas sociais. Muito pelo contrário, a separada ou o separado é considerado uma pessoa transparente e passam a simplesmente lhes destacar a coragem, a capacidade de decisão e muitas vezes a pontuar também a sua situação futura de liberdade.

A bem da verdade, as pessoas estão muito pouco preocupadas com a situação emocional, financeira, conjugal e empresarial de quem quer que seja, não querem saber se você está bem ou mal, ou se você está dando conta de gerir a sua situação, bem como se você está feliz com os acontecimentos que momentaneamente rondam a sua vida.

A falta de tempo imposta pela modernidade faz existir cada vez mais uma regrinha muito simples, cada um responde por si e pelas suas emoções. Aliás, há algum tempo já se dizia que cada um na sua e Deus na de todos, assim, a sua vida cabe tão somente a você.

A bem da verdade tenha sempre muito cuidado com todas as considerações provindas dos lábios da modernidade que, em geral carregam em si uma carga muito grande de individualismo, uma vez que elas trazem um sentido de alheamento generalizado, e em geral estão completamente dissociadas de razão.

Procure não embarcar nos “achismos”, pois, mais não fazem do que construir castelos de areia, uma ilusão das realidades primárias e muito carregadas de senso comum e de superficialidades. Muito provavelmente se você não tomar certos cuidados, por certo acabará como dizemos nós os mineiros, “dando com os burros n’agua”.

Lembre-se sempre que a separação, que o término de uma vida afetiva, seja onde exista o compromisso de um casamento ou mesmo onde somente exista laço de afeto, é uma questão muito séria e assim sendo, deve ser sempre vista com responsabilidade, sinceridade, seriedade e com o bom senso que a decisão exige.

Falamos que algumas pessoas separam pelo comodismo, o que seria isso?

Ora, o casamento, a vida a dois, as relações afetivas exigem investimentos contínuos em perseverança, em companheirismos, em desvelo, em investimentos recíprocos, em paciência, em capacidade de luta, em você acreditar que realmente possa dar certo, na capacidade conjunta de ser feliz.  Podemos ter a certeza, de que o viver a dois, sempre nos exigirá matar um leão a cada dia.

Relações afetivas somente sobrevivem onde há buscas e conquistas diárias!

Assim, na medida em que concebemos a vida a dois como um grande desafio, uma grande batalha, tenhamos a certeza de que o ser ideal inexiste e de que o ser perfeito muito menos. Somos todos, pessoas carregadas de pontos críticos, reclamando constantes aferições, entendimento e capacidade de superação.
Uma vida a dois não sobrevive se for vivida como um conto de fadas, viver a dois é viver realidades pulsantes e desafios a todos os momentos.

Dessa forma, quem não estiver disposto a lidar com o peso do outro, a carregar o outro consigo, dificilmente também será carregado. Não há vida a dois sem capacidade de luta, sem investimento diário e continuo, sem que haja uma dose muito grande de superação.

E é por isso mesmo que os comodistas desistem diante aos primeiros embates, nas primeiras alterações de comportamento, nas exigências iniciais tratam de sair fora, de apressar a fuga, pois verdadeiramente o comodismo não suporta responsabilidades.

Aliás, muito comumente eles na ausência de se buscar um termo mais adequado ao fracasso de si mesmos, dão a isso o nome de incompatibilidade de gênios.

Muitas outras pessoas separam por enfrentarem situações complicadas perante a vida a dois, é cada vez mais comum o abuso do álcool, a falta de companheirismo, a prática da bissexualidade, as agressões físicas, as agressões psicológicas, os desencantos diversos, as traições, as doenças incapacitantes, as depressões, os desvios de conduta, as ameaças e os problemas financeiros.

Embora todos esses itens possam justificar o fim de uma experiência a dois, penso que seja necessário que sempre se faça uma ampla reflexão em torno do tema, para se aferir com segurança se esse é realmente o caminho mais acertado e a melhor direção a seguir para o momento.

Toda e qualquer separação deve ser precedida de uma ampla reflexão e um minucioso trabalho de análise pessoal. Costumo dizer que a cisão definitiva de uma união afetiva é uma decisão muito mais profunda e de ressonâncias emocionais muito mais severas do que a de uma união, de um casamento ou da efetivação de uma vida a dois, tendo se em vista, as implicações que geralmente se fazem acompanhar e que passam a nortear o mundo emocional de todas as pessoas envolvidas.

Os sentimentos que norteiam os nascimentos são muito mais amenos do que os que geralmente gravitam em torno das mortes, e por isso mesmo requerem maiores cuidados. Por isso, antes de se tomar esta decisão é bom que sejam feitos questionamentos!

Porque eu quero este término? Quais são as pessoas envolvidas direta e indiretamente em minha decisão? Caso tenha filhos, qual a situação emocional dos mesmos? Eu estou preparado(a)? Como se dará a minha sobrevivência após esta decisão?

Todas as perguntas que surgirem e todos os questionamentos efetuados serão sempre bem vindos!

Lembre-se que a questão não é e nunca será a de separar ou deixar de separar. Você sempre será livre em suas decisões! A questão é a de fazê-la bem, de caminhar sem atropelos, de construir o mínimo de sofrimento possível para si e para os outros. E uma vez consumada a decisão, que você tenha a certeza de que naquele momento fez a melhor escolha!…

 

Foto ilustrativa: 1.bp.blogspot.com

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