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“Um dos aspectos notáveis da evolução espiritual humana é que todos os doentes da alma se tornam médicos por sua vez.” Bezerra de Menezes

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Perante as Dores

Enviado em 24 de outubro de 2016 | No programa: Perante a Eternidade | Escrito por Jairo Avellar | Publicado por Juliana Chagas

Mulher sentada com mãos na cabeça

Muitas vezes coloca-se a reclamar porque sofre, e assim sem que perceba acaba fazendo do sofrimento uma bandeira de vida. Então pouco a pouco vai se tornando pessimista, taciturno e por vezes até mesmo um fardo pesado aos corações amigos, que atenciosamente se colocam a escutar-lhe as infindáveis lamentações.

Coração querido, as dores são instrutoras maravilhosas a nos mostrar que alguma coisa está em franca reparação. Assim, o corpo apresenta suas dores a indicar os maus tratos de que foi vítima no ontem.

Muitas vezes as nossas grandes dores se localizam em família, nos mostrando que o passado está presente e reclamando urgentes reparações. Por vezes, as dores se concentram na inanição financeira roubando-lhe dignos sonhos e alijando-lhe de nobres desejos, condenando-lhe a um sem fim de dificuldades. Estas são as dores que nos apontam que, o sobejamento e o desperdício de ontem, nos feriu a alma e, hoje vem nos convidar a reflexões mais profundas em torno do equilíbrio do ter.

Ora, muitas vezes as nossas dores se concentram no exílio do leito, numa tetraplegia, na paraplegia, na cadeira de rodas, na frieza das muletas, ou nos olhos cerrados cuja visão já há muito se perdeu. Ora, são as dores atrozes da perda, da falta, nos alertando incessantemente para a recalcitração que vem nos assolando a alma, a reclamar  profundos aprendizados nas linhas da mansuetude e da docilidade.

Mas infelizmente existe ainda uma multidão de companheiros, que apesar de não conviver com as dores e desconhecer a realidade dos verdadeiros sofrimentos, vivem a construir e a reclamar de dores imaginárias, produzindo incessantemente criações mentais doloridas. Estes verdadeiramente são os mais infelizes porque vão se tornando os próprios artífices na construção das dores reais que certamente virão agudas no amanhã.

Corações queridos, não mal digam as vossas dores, nem se alimentem de revoltas, ou de inconformações, antes bendigam as adversidades que porventura lhe visitem, porque são instrutoras misericordiosas em nosso aprendizado evolutivo.

Tenhamos fé, resignação, e sejamos fortes de alma, seguindo sempre em frente, amando, perdoando incessantemente e trabalhando sem limites. Lembremo-nos de Jesus, o Mestre amorável, que ainda diante da ignomínia da cruz, manteve-se aposto, firme, operoso e misericordioso, legando-nos até os últimos instantes preciosas lições de profundo amor.

Assim sejamos fortes, como forte é o nosso Mestre de amor.

Muita paz e muitas alegrias.

 

Jerônimo Mendonça,

Psicografado por Jairo Avellar

 

Foto ilustrativa: freepik.com

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