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“De nada adianta crer, se sua crença não o faz dar sequer um passo na senda do progresso.” Allan Kardec

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Perder a essência jamais!

Enviado em 3 de outubro de 2017 | Escrito por Eliete Ribeiro | Publicado por Rádio Boa Nova

Mãos fazendo símbolo de coraçãoPra que fingir ser alguém que você não é? Nada mais gostoso do que ser você mesmo. Essa vida de fachada um dia vai lhe cansar, ou como dizem: “um dia a máscara vai cair”. A espontaneidade é o nosso melhor presente. Mesmo que seja motivo de desagrado para alguns, mas você está sendo autêntico e feliz com a sua pessoa. Não está representando, não está encenando. Por que as crianças nos cativam de uma maneira imensurável? Porque na criança sempre há a essência mais pura e genuína. Sempre recordo de uma menininha de uns dois anos e meio, acompanhada de sua mãe que estava a caminho do trabalho, mas antes como todos os dias, deixava a pequena na escolinha.

Mãe e filha sempre encontravam muitas pessoas pelo caminho, e como um ritual cumprimentavam todos pela frente, mas neste dia, ocorreu um fato inusitado. Muito curiosa e comunicativa a menininha perguntou para sua mãe: “Porque ela não respondeu quando eu falei: boa tarde?”. E para não chatear a criança, a mãe respondeu: “Ela não ouviu filha. Ela estava distraída”.

Quando na verdade a pessoa a ignorou mesmo. Então a criança nos ensina diariamente que mesmo diante de uma situação desagradável é possível manter a pureza de uma criança e não se importar em se expor ao ridículo, por ter sido ignorada. Não nos anulemos por ninguém.

Seja você mesmo. Faça coisas que você ama fazer. Mesmo que você seja rodeado de fatos negativos, procure ativar aquilo que te satisfaz, traz prazer. Mesmo sendo criticado por sua maneira de ser, não se importe. Lembra-se do período da escola? É o primeiro lugar que somos testados. Temos na cabeça que devemos fazer parte daquele grupo, quando na verdade, nada se encaixa para você. Aquilo não tem nada a ver. Você se coloca a praticar atividade física: seja jogando futebol, jogando vôlei, basquete ou até mesmo dançando, fazendo ginástica olímpica, tudo para sentir incluído naquele grupo. Quando na verdade tudo aquilo não te representa e pelo contrário até te faz sofrer. E aí te perguntam: o que você gosta de fazer? De repente, se dá conta de que nada está lhe agradando. Por que em sua verdade plena, você não está sendo coerente com os seus propósitos. Não está dentro dos parâmetros das suas crenças.

Como você vai saber o que realmente está sentindo, se não está se importando com o que de fato acredita?

Lembro da história de uma jovenzinha que se casou grávida e tinha apenas 18 anos. Na ocasião, trabalhava no banco, tinha toda uma carreira promissora pela frente, mas o marido a obrigou abdicar-se de sua carreira profissional. Logo se viu a depender do cônjuge, que alegava ter tomado tal atitude porque sentia ciúmes da esposa, por isso não queria vê-la no mercado de trabalho. Aquela jovenzinha teve o primeiro filho, na sequência engravidou novamente, era uma mãe e uma esposa exemplar em período integral. Mas você acredita que ela estava feliz? Claro que não. Porque gostava de trabalhar fora, ter a sua independência financeira, ter os seus amigos de trabalho e teve todas essas questões que faziam parte da sua vida interrompidas. E de repente, lá estava obedecendo uma vontade que não fora uma iniciativa sua e sim de um marido possessivo. E o pior, o casamento não ia nada bem. Passavam necessidades financeiras, bebedeiras e traições do marido. Vem a pergunta? Valeu a pena esta anulação?

Resultado: o marido foi embora, constituiu outra família. E de repente aquela jovenzinha cheia de sonhos, que se submeteu a viver em prol daquele marido, estava divorciada, com duas crianças pequenas para criar, desamparada financeiramente, implorando por uma mísera quantia de pensão, e há muito tempo fora do mercado de trabalho. E ao contrário, daquela jovenzinha, se via uma mulher amarga, frustrada, sentindo-se abandonada e que tinha perdido até a vontade de viver, e o principal toda a sua essência. Sem contar, que nem sequer entendia onde havia errado. Quando na verdade ela não errou, porque esta palavra “errar” é muito dura, ela simplesmente: abandonou a sua essência. Deixou lá atrás escondida aquela jovenzinha. E ela não teve mais tempo de trazer de volta aquela que abandonara no passado.

E ao procurar no dicionário o significado da palavra “essência” deparei-me com a seguinte denominação: “Característica expressa em seu mais alto nível: é a essência da bondade”.

E Allan Kardec, em Obras Póstumas, aponta as seguintes considerações sobre a bondade:

“Paris, 4 de fevereiro 1889 – (Médium, Sra. Malet)”

Pensastes bem; a primitiva origem de toda bondade e de toda inteligência é também a de toda beleza. O amor gera a perfeição de todas as coisas, sendo ele mesmo a perfeição. O Espírito é convocado à conquista dessa perfeição; sua essência é o seu destino. Deve, pelo trabalho, aproximar-se dessa inteligência soberana e dessa bondade infinita. Deve ir tomando progressivamente a forma perfeita que caracteriza os seres perfeitos”.

Seja bondoso com a sua essência. Não perca ela de vista! Seja único e autêntico sempre. Mesmo que isto custe alguns desafios a serem superados. Mas ao final vai valer a pena. Como já dizia o poeta português, Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

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