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Quando sentimos saudades de nós e o pânico fala mais alto

Enviado em 6 de novembro de 2017 | Escrito por Eliete Ribeiro | Publicado por Rádio Boa Nova

Estamos sempre tão atarefados, sempre em busca de alguma coisa, seja no trabalho, seja em casa no dia a dia. Muitas são as pedras e provas que temos que encontrar no nosso caminho e ultrapassá-las. São muitas as decepções, tristezas e feridas da vida. Que um dia passamos sem nos reconhecermos. E aí vem a pergunta: quem sou eu? E hoje umas das mais difíceis provas está em nos conhecer. E nos questionamos: Cadê aquela pessoa que eu era? Aquela que não tinha medo de nada, aquela que enfrentava as dificuldades sem pestanejar e agora cá estou sem me reconhecer, nem sequer consigo sair de casa, vivo o meu mundo confusa nos meus pensamentos, sem fazer planos, sem sonhos, vazia nas minhas expectativas. Você já se sentiu assim? Principalmente, neste mundo imediatista, onde tudo é para ontem.

Há tantas pessoas que se dizem preparadas, mas quando na verdade estão sem saber o mínimo, que é nada mais, nada menos, do que se conhecer minimamente. Mas está muito comum as pessoas apresentarem depressão, tristeza, síndrome do pânico. Estimativas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no início deste ano apontam que o Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo e o quinto em casos de depressão, 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade e a depressão afeta 5,8% da população. Vamos trazer o ponto de vista da Dra. Thais Rabanea, que é psicóloga, mestre em Psicologia Médica e doutoranda em ciências pela Universidade Federal de São Paulo, com especialização em neuropsicologia pelo Centro de Diagnóstico Neuropsicológico, que aponta algumas características deste transtorno, chamado de síndrome do pânico.

“A especificidade dela é a recorrência de ataque de pânico inesperado. O que é ataque de pânico? É um curto abrupto de medo, é repentino, por um intenso desconforto caracterizado pela presença de sintomas como palpitações, sudorese, tremores, sensações de falta de ar, dores e dor ou desconfortos torácicos, náuseas, sensações de tontura, calafrios, e por conta destes sintomas físicos é muito comum as pessoas ficarem assustadas e achar que está realmente com alguma doença física”.

Para ela, há alguns sintomas cognitivos como medo de perder o controle ou medo de morrer, por conta da intensidade dos sintomas.

“Estes ataques não ocorrem de uma vez só. Eles acontecem mais de uma vez, de um modo inesperado, tem o caráter de imprevisibilidade e por conta disto a pessoa passa ter uma apreensão de vir a ter estas ataques novamente, então ela fica preocupada e concomitantemente e com isso ela passa evitar situações nas quais essas situações possam vir a acontecer. Por exemplo, ela pode evitar fazer uma atividade física para infringir as palpitações, dentre outras evitações que ela passa a fazer por conta disto”, esclarece Thais

 

“E com o tempo isto passa a ser disfuncional e adaptativo. Prejudicando a produtividade dela, então pessoa passa a vir faltar mais no trabalho. Procurar mais o atendimento médico, fazer mais exames, e até vir a comprometer as relações sociais e familiares, por conta desta intensa preocupação e desconforto”.

É possível diagnosticar o transtorno e diferenciá-los de outras síndromes

Ela esclarece que há esta possibilidade. “É claro, sem dúvida, esses sintomas que eu acabei de descrever são característicos do transtorno de pânico, os outros transtornos de ansiedades são bastantes distintos, mas é lógico que o diagnóstico diferencial precisa ser feito pelos profissionais competentes, médico psiquiatra e o psicólogo para que efetivamente se possa intensificar o transtorno de pânico, até porque, é importante considerar que existem o que nós chamamos de comodidade, que é muito comum no caso transtorno do pânico. O que isto significa? É quando o transtorno aparece juntamente, com outros, então pode acontecer das pessoas que apresentam transtorno de pânico também apresentarem outros casos de
ansiedade, como agorofobia (http://radioboanova.com.br/editorial/agorofobia/), e até mesmo quadro de transtorno de humor, como depressão, e o que também infelizmente, é frequente, é o transtorno do uso de álcool”.

Alternativas existentes para tratar a síndrome do pânico

“Acompanhamento psiquiátrico, que consiste na intervenção medicamentosa e a psicoterapia, que seria o acompanhamento psicológico, no qual a pessoa vai aprender estratégias de tratamento para que ela possa amenizar a ansiedade”, aconselha a Dra. Thais.

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