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Redes sociais: a nova arena da intolerância

Enviado em 25 de fevereiro de 2016 | No programa: Entre Amigos | Escrito por Equipe Entre Amigos | Publicado por Mariana Fridman

intoleranciaHá uma semana, ocorreu nas redes sociais o “desafio da maternidade”, que era as mães colocando fotos com seus filhos, comentando sobre a experiência edificante da maternidade e desafiando amigas para fazer o mesmo. Esse movimento e a hashteg #desafiodamaternidade viralizou e rodou a internet. Um movimento usual no mundo digital, ainda mais nesse ambiente virtual onde todos tem prazer em se mostrar felizes, amados e bem arrumados.

Porém, uma usuária da rede postou algo que ia contra o movimento. Ela colocou seu ponto de vista, explicando que não iria aderir o desafio porque, claro, amava incondicionalmente seu filho, mas não a maternidade. Em sua forma de pensar descrito na página, a maternidade era uma experiência cansativa e por vezes dolorosa. Essa foi a expressão de seus sentimentos. Foi o suficiente para que milhares de mulheres e homens julgassem o desabafo como algo absurdo, inapropriado, chegando até o Facebook a bloquear o perfil da moça depois de muitas denúncias.

Esse ocorrido é um exemplo bem palpável de como as pessoas estão cada vez mais intolerantes às expressões, opiniões, formas de viver e sentir que sejam diversas as suas. Não estamos entrando no mérito de que a maternidade deve ou não ser julgada como um dom sublime, onde a mulher tem o presente em dar a vida a um filho, por exemplo. Estamos percebendo que a intolerância entre os seres humanos tem aumentado de forma espantosa e o cyber espaço, o ambiente digital, tem deixado com que esse tipo de posicionamento intransigente ocorra de forma cada vez mais intensa.

É como se atrás de uma tela de computador ou um celular qualquer um pudesse falar, fazer o que bem entender sem se preocupar com o próximo. Como se estivéssemos resguardados atrás desse aparelhinho tecnológico de qualquer punição por nossos erros, prejulgamentos e preconceitos.  Mais uma vez, as pessoas andam bem esquecidas do ensinamento do mestre Jesus, que nos ensina a não julgar para não sermos julgados.

Hoje é ainda mais necessário notar que nosso direito e liberdade de expressão termina quando se inicia o do próximo e sempre exercitar a memória lembrando que: “Jesus não podia proibir de se reprovar o mal, pois ele mesmo nos deu o exemplo disso, e o fez em termos enérgicos. Mas quis dizer que autoridade da censura está na razão da autoridade moral daquele que a pronuncia. Tornar-se culpável daquilo que se condena nos outros é abdicar dessa autoridade, e mais ainda, arrogar-se arbitrariamente o direito de repressão”(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cáp X, Item 11).

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