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“Deve nutrir-se o coração infantil com a crença, com a bondade, com a esperança e com a fé em Deus.” Emmanuel

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Reflexão

Enviado em 22 de abril de 2015 | No programa: Fraternidade | Escrito por Vlademir Santos | Publicado por Rádio Boa Nova

Leia este trecho do livro “Paulo e Estêvão” para as nossas reflexões nos dias de hoje:

Que fazer para adquirir a compreensão perfeita dos desígnios do Cristo?- Ama!- respondeu Abigail espontaneamente.Mãos unidas em preto e branco

Mas, como proceder de modo a enriquecermos na virtude divina? Jesus aconselha o amor aos próprios inimigos. Entretanto, considerava quão difícil devia ser semelhante realização. Penoso testemunhar dedicação, sem o real entendimento dos outros. Como fazer para que alcançasse tão elevada expressão de esforço com Jesus Cristo?

Trabalha!– esclareceu a noiva amada, sorrindo bondosamente.

Abigail tinha razão. Era necessário realizar a obra de aperfeiçoamento interior. Desejava ardentemente fazê-lo. Para isso insulara-se no deserto, por mais de mil dias consecutivos. Todavia, voltando ao ambiente do esforço coletivo, em cooperação com antigos companheiros, acalentava sadias esperanças que se converteram em dolorosas perplexidades. Que providências adotar contra o desânimo destruidor?

Espera– disse ela ainda, num gesto de terna solicitude, como quem desejava esclarecer que a alma deve estar pronta a atender ao programa divino, em qualquer circunstância, extreme de caprichos pessoais.

Ouvindo-a, Saulo considerou que a esperança fora sempre companheira dos seus dias mais ásperos. Saberia aguardar o porvir com as bênçãos do altíssimo.

Confiaria na sua misericórdia. Não desdenharia as oportunidades do serviço redentor. Mas… Os homens? Em toda parte medrava a confusão nos espíritos. Reconhecia que, de fato, a concordância geral em torno dos ensinamentos do mestre divino representava uma das realizações mais difíceis, no desdobramento do evangelho; mas, além disso, as criaturas pareciam igualmente desinteressadas da verdade e da luz. Os israelitas agarravam-se à lei de Moisés, intensificando o regime das hipocrisias farisaicas; os seguidores do “caminho” aproximaram novamente das sinagogas, fugiam dos gentios, submetiam-se, rigorosamente, aos processos da circuncisão.

Onde a liberdade do cristo? Onde as vastas esperanças que o seu amor trouxera à humanidade inteira, sem exclusão dos filhos de outras raças? Concordavam em que se fazia indispensável amar trabalhar, esperar; entretanto, como agir no âmbito de forças tão heterogêneas? Como conciliar as grandiosas lições do evangelho com a indiferença dos homens?

Abigail apertou-lhe as mãos com mais ternura, a indicar as despedidas, e acentuou docemente:

Perdoa!…

 

Foto ilustrativa: 2.bp.blogspot.com

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