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A roupa de ver Deus

Enviado em 3 de outubro de 2017 | No programa: Além do Arco-Íris | Escrito por Richard Simonetti | Publicado por Rádio Boa Nova

Vai longe o tempo em que terno e gravata faziam parte do cotidiano masculino.

No cinema, nos bancos, no comércio, em reuniões sociais, ninguém estaria decente sem a tira de pano ao redor do pescoço, camisa de colarinho duro, convenientemente coberta pelo indefectível paletó.

O rigor era tanto que em alguns locais forneciam-se surradas gravatas, por empréstimo, aos desleixados.

Depositava-se o valor correspondente que era restituído na devolução, evitando que os fregueses a levassem.

A moda feminina era mais flexível, mas sempre pautada por vestuário recatado.

Nada que lembrasse as burcas afegãs, porém saias longas, vestidos sem decote, ombros cobertos…

 

Hoje tais rigores estão superados.

Vivendo num país tropical, de tórrido verão, é inconcebível usar tanto pano, com os inconvenientes que lhe são inerentes: suor excessivo, calor sufocante, mal-estar, certo odor…

Não obstante, há limites a serem observados.

É preciso algum cuidado, evitando converter o espaço urbano em extensão dos campos de nudismo, num retorno impudente ao naturalismo inocente de Adão e Eva.

Disciplinas devem ser observadas, particularmente nos templos religiosos.

A atenção dos fiéis não pode ser desviada ou perturbada pela exposição dos delicados atributos femininos ou da desaprazível pilosidade masculina.

A participação em atividade religiosa é um momento solene.

Direta ou indiretamente estamos buscando a comunhão com o Senhor Supremo, Nosso Pai.

É de bom-tom que estejamos convenientemente trajados.

Algumas correntes religiosas até exigem de seus profitentes os mesmos rigores do passado.

Impõem a roupa de ver Deus.

Terno e gravata para os homens; panos sobrando para as mulheres.

Exageros à parte, forçoso reconhecer que há algo inadmissível: ostentar no recinto consagrado à atividade religiosa a mesma descontração com que comparecemos à praia ou ao balneário.

Esse princípio vale para o Centro Espírita.

Nele temos:

A escola abençoada…

O hospital das almas…

A oficina de trabalho…

É também o recinto sagrado onde buscamos a comunhão com a espiritualidade: o templo de nossa fé.

Imperioso, portanto, que respeitemos o Centro Espírita e o que ele representa, guardando em suas dependências um cuidado fundamental:

Sobriedade no vestir!…

 

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