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Sonhos e Pesadelos

Enviado em 26 de agosto de 2015 | No programa: Pronto Atendimento | Escrito por Celina Sobral | Publicado por Juliana Chagas

As informações que adquirimos e as experiências que vivenciamos durante o sono físico, que estão ao alcance da repescagem Mulher dormindo em preto e brancodo nosso intelecto através da memória, são milenares objetos de pesquisas e análises. A humanidade se debruça na decodificação desses registros mentais desde a ritualística mistica dos povos antigos – no pouco que compreendemos e conservamos de seus rastros – até a moderna psicanálise revolucionária freudiana.

A conhecida terceira revelação, o espiritismo, nos revela ainda uma perspectiva esfumaçada sobre o tema. Muitas correntes espiritualistas entendem de diversas maneiras e relativizam de modo que impossibilita a interpretação sistemática e, mais distante ainda, uma modelagem científica. Criando bifurcações assimétricas sobre o tema cada filosofia encara de maneira única, pessoal e subjetiva.

Podemos ressaltar alguns desses ensaios: algumas correntes de pensamento compactuam com a ideia de projeção astral. Que, rusticamente analisando, podemos afirmar que se trata de um desdobramento astral durante o sono corpóreo. Estes desdobramentos tem tentáculos em diversos terrenos de aprendizados, tendo em vista que a premissa encarnacional é justamente a da emancipação consciencial através de experiências.

Outra ótica, tão moderna quanto, nos redireciona ao ambiente de estudo do inconsciente coletivo em intersecção com o subconsciente pessoal. Esta última, declaradamente mais aceita pelas academias de pensamento ocidental, utiliza a leitura desses registros para auto-entendimento e tenta identificar lacunas da psique emocional através desses signos. Em outras palavras são manifestações do Id e do Superego e a interpretação pessoal desses fenômenos são instancias capazes de criar pontes de comunicação entre esses agentes e o Ego. Usa-se o sonho como uma porta para a compreensão de si mesmo. É estimular uma capacidade de desenhar seu interior a partir do raio ótico que o subconsciente lhe proporciona.

Refletiremos então um pouco mais sobre a viagem astral. Aqui observaremos os desdobramentos acompanhados por mentores e/ou obsessores, na maioria das vezes por ambos, para experiências conduzidas por eles. Essas experiências – doutrinadoras por excelência sempre que os indivíduos estiverem com os olhos atentos para isso – vão variar de acordo com o grau de evolução, ou sutileza emocional, ou apego e desapego do indivíduo à materialização em qualquer estágio.

É muito tentadora a ideia de que os pesadelos estão reverberando e ressoando em comunhão com sua estadia vibracional. Se a densidade das suas vibrações forem dominantes na sua realidade, os pesadelos seriam a principal consequência de um sono não tranquilo. Mas o nevoeiro de interpretações se estabelece quando estamos a mercê dos nossos mentores. Citamos nesse aspecto várias ligações espirituais dos sonhos.

Podemos ser agraciados por premonições (sabemos que o tempo terrestre é um privilégio dessa dimensão e consciências quintessenciadas se relacionam de outra maneira com o tempo, maneira da qual o nosso intelecto ainda não pode conceber devido ao véu do esquecimento ou a não palpabilidade desta realidade), aulas, missões de resgates, encontros sentimentais com egrégoras que trocam experiências de várias qualidades e etc. Essas viagens se tornam vetores infinitos de possibilidades.

A capilarização dessas narrativas não pertencem mais ao nosso cotidiano a partir do momento que aceitamos que só nos é permitido ver o que o plano espiritual julga a dosagem necessária para o nosso crescimento e amadurecimento, de acordo com a nossa sensibilidade mediúnica também.

Mas os sonhos podem também habitar conotações românticas. Um sonho pode ser uma meta. Além do conhecido doce, pode ser um doce desejo. Uma adjetivação com essa palavra nos torna celestial a ideia. Entre tantas interpretações e possibilidades podemos escolher a de que um sonho é um enobrecimento no sentido da experiência humana. Infelizmente estamos em tempos onde os sonhos são sequestrados por noites mal dormidas funcionárias da financeirização da vida! Mas quanto maior o sonho, maior a trajetória ou mais árduo é o caminho, mais satisfatória é a chegada e mais luminoso se torna o sorriso da realização.

Um alerta! A felicidade já foi diagnosticada por alguns como a equação estabelecida onde menos é igual a mais. Esse conceito nos simplifica porque os sonhos ficam todos baratinhos.

 

Colaboração: Alexandre Galves de Lima

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