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Vamos repensar o Horário Político?

Enviado em 20 de outubro de 2014 | No programa: | Escrito por José Augusto Pinheiro | Publicado por Rádio Boa Nova

Na edição de sábado, 18 de outubro, do jornal Folha de S.Paulo, caderno ‘eleições 2014’, foi divulgado um conjunto de informações a respeito do horário político no segundo turno do pleito para a Presidência da República.

Desenho de bonecos em debate

Os resultados confirmaram as aparências: o candidato Aécio Neves produziu 18 anúncios para a sua campanha; oito deles foram ofensivos a Dilma Roussef. A campanha dela, por sua vez, teve 22 anúncios produzidos; destes, 19 contêm ataques a Aécio.

Não é esse, creio, o objetivo original e precípuo do horário político, qual seja: esclarecer o eleitor sobre as propostas de cada um dos candidatos escolhidos pelo voto popular para a eleição em segundo turno. Esperava-se maior empenho por Aécio e Dilma, a fim de que os seus planos de eventual governo sejam expostos e debatidos.

O modelo, portanto, precisa ser repensado. Quem sabe… Por que não extingui-lo nos moldes que nós o conhecemos?

No rádio, o ‘programa’ é transmitido em dois momentos importantes para o veículo cumprir o seu principal papel de informar o público ouvinte: 07h e 12h. São horários de pico no trânsito já caótico nas grandes cidades.

Um grave acidente nas ruas de São Paulo e uma catástrofe climática jamais poderão ser transmitidos nesse horário, ainda que em edição extraordinária. Qual informação terá maior valor no conceito de utilidade pública?

Para a TV foram reservados dois momentos: às 13h e às 20h30 – alterando a exibição dos telejornais diários. Se assim é, por que não reservar algumas noites da campanha política para a realização de debates em horários nobres?

Outro aspecto que já não vem atendendo aos anseios dos eleitores é o formato dos debates promovidos pelas principais redes de TV aberta. Atualmente, os dois candidatos ficam se digladiando em rápidas e – em sua maioria – ineficazes afirmações sobre as suas propostas de trabalho em cada uma das áreas da vida nacional.

A minha singela proposta é que sejam realizados debates semanais, cada um deles em uma emissora diferente, com transmissão ao vivo para todos os canais e frequências que se interessarem em exibir.

Cada bloco seria dedicado a um tema específico (Saúde, Segurança, Educação, Economia, etc). Os candidatos teriam tempo suficiente para expor as suas ideias (cinco minutos, por exemplo), sem ter de se preocupar excessivamente com o relógio.

Eventuais abusos em relação ao tempo seriam descontados da explicação posterior. Ao final das exposições, cada candidato teria a possibilidade de comentar a respeito do programa de governo do adversário.

Troca de acusações ou referências críticas ao oponente não seriam permitidas, sob pena de o transgressor ter o seu microfone cortado; e o tempo restante, zerado.

Jornalistas especializados em cada um dos temas seriam convidados a comentar as ideias apresentadas no final de cada bloco.

Desta forma, os eleitores poderiam tomar conhecimento do que esperar de seu candidato, caso este seja eleito. Será infinitamente maior o compromisso com o que foi dito (e eventualmente não cumprido) pelo vencedor do pleito.

Eu aproveito para apresentar os meus votos de muita Sabedoria para todos os eleitores brasileiros no próximo domingo, dia 26. E que Deus ilumine o Brasil em sua sagrada missão de integrar todos os povos, edificando uma autêntica Nação de pessoas de bem.

 

Foto ilustrativa: tetzner.files.wordpress.com

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