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Vida em Marte

Enviado em 20 de novembro de 2016 | No programa: Além do Arco-Íris | Escrito por Richard Simonetti | Publicado por Juliana Chagas

1 – Há vida inteligente no planeta Marte?

Segundo a atualidade científica, a resposta é negativa para todo o sistema solar. Mercúrio e Vênus, mais próximos do Sol, são muito quentes; Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão, distantes dele, são muito frios. Cogita-se de vida biológica em alguns desses planetas ou seus satélites, mas elementar, composta por micro-organismos.

marte 1

2 – São planetas desertos sob o ponto de vista humano?

Não são habitados por seres pensantes, biologicamente falando, mas não são desertos sob o ponto de vista espiritual. Oportuno lembrar a questão 55, de O Livro dos Espíritos:

Todos os globos que circulam no espaço são habitados? Responde o mentor: Sim, e o homem da Terra está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Entretanto, há homens que se julgam muito fortes e pretendem que só este pequeno globo tenha o privilégio de abrigar seres racionais. Orgulho e vaidade! Acreditam que Deus criou o Universo só para eles.

Podemos concluir que, de acordo com suas condições, o planeta será habitado, invariavelmente, por Espíritos, sejam encarnados ou desencarnados.

3 – Marte teria, então, vida espiritual?

Exatamente. A dimensão espiritual desdobra-se em imensas coletividades de Espíritos que lá vivem. Não apenas em Marte, mas em todos os demais planetas de nosso sistema solar e de outros sistemas. Deus não coloca mundos a girar no espaço por mero diletantismo. Quando não tenham vida biológica, ancoram comunidades que neles desenvolvem experiências evolutivas, compatíveis com suas necessidades.

4 – Não há possibilidade de equívoco da Ciência, quanto à habitabilidade biológica de Marte?

Talvez. Consideremos, entretanto, que hoje sofisticados aparelhos oferecem informações muito precisas sobre as condições físicas dos planetas de nosso sistema. Por outro lado, as sondas espaciais norte-americanas vêm fotografando, filmando e vasculhando o planeta, que oferece visão desolada, semelhante à superfície lunar.

5 – Não viveriam os marcianos no subsolo, inacessíveis às investigações de nossa ciência?

Admitindo-se essa hipótese, seria estranho não se detectar nenhum traço de sua presença na superfície, em postos de observação que necessariamente deveriam existir, até mesmo por questões de segurança.

6 – E se os marcianos estivessem interessados em se ocultar às observações de fora?

Parece-me uma preocupação pueril e extremamente complicada, praticamente impossível. Imaginemos uma providência dessa natureza na Terra. Como disfarçar as evidências de vida, evitando sejam detectadas por civilizações extraterrestres? Uma cultura mais evoluída teria interesse em fazer-se observada, com louvável intenção: a permuta de experiências.

7 – Nos livros Cartas de uma Morta e Novas Mensagens, psicografia de Francisco Cândido Xavier, os Espíritos Maria João de Deus, mãe do médium, e Humberto de Campos, famoso escritor brasileiro, reportam-se a uma população marciana. Isso não conflita com as informações da Ciência sobre o planeta?

Creio que ambos contemplaram paisagens espirituais de Marte. Imaginemos um visitante de outro planeta que escrevesse sobre Nosso Lar, a cidade espiritual descrita por André Luiz. Quem lesse seu relato poderia imaginar tratar-se de uma de nossas metrópoles na crosta.

8 – Há também uma controvérsia em relação à condição da população marciana.  Maria João de Deus e Humberto de Campos falam de coletividades mais adiantadas do que os habitantes da Terra. No comentário à questão 188 de O Livro dos Espíritos, Kardec diz que, segundo informações da espiritualidade, a população marciana é mais atrasada do que a terrestre.

Essa observação de Kardec foi incluída na primeira reimpressão de O Livro dos Espíritos, em 1860, provavelmente baseada em mensagens do Espírito Georges, publicadas pela Revista Espírita, em outubro do mesmo ano.  Há muitas incorreções da entidade em relação a Marte e Júpiter. Foram reproduzidas por Kardec porque eram extremamente precários, na época, os conhecimentos sobre o assunto.

Fico com as informações veiculadas por intermédio de Chico Xavier, considerada a confiabilidade do médium e o fato de que há hoje uma universalidade em torno delas, porquanto têm sido confirmadas por respeitáveis médiuns, como Divaldo Pereira Franco (1927), Yvonne do Amaral Pereira (1900-1984), Carlos Baccelli (1952), Francisco Peixoto Lins (1905-1966), César Burnier (1900-1989), Adelaide Augusta Câmara (1874-1944) e muitos outros.

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