QUER RECEBER NOSSAS NOTÍCIAS EXCLUSIVAS?

“A caridade dos Céus é fonte que não se esgota.” Auta de Souza

Artigos

Viva a Vida

Enviado em 23 de julho de 2015 | No programa: Rádio Revista André Luiz | Escrito por Maria Izilda Netto | Publicado por Juliana Chagas

Por do solEntre os significados do verbo “viver”, um deles, muito comum, é o de simplesmente estar vivo, sobreviver, dar sequencia aos dias, consumindo o tempo. É o jeito fácil do “Deixa a vida a me levar”, como canta Zeca Pagodinho, que pressupõe ausência de plano, de roteiro.

Entretanto, divergindo desse significado convencional, tem-se uma visão oposta sobre o modo de conceber a existência humana, na qual deve estar reservado ao homem o papel de sujeito agente, dando-lhe um sentido, um rumo, de acordo com uma ética, uma moral. E aí já não é tão fácil.

Talvez por essa dificuldade, Guimarães Rosa tenha escrito no romance – Sertões Veredas, “Viver é um ofício muito dificultoso”. Será??

Essa segunda concepção parece dar uma resposta à indagação de Caetano Veloso, na primeira frase da música “Cajuina”: Existirmos a que será que se destina?

Trata-se de uma pergunta filosófica essencial: Para que serve a vida?  

A existência está destinada à evolução fundamentada em valores éticos cristãos, que conduz à necessidade de mudança individual para que o mundo seja melhor, pois é a partir da mudança das pessoas que o mundo muda        .

Essa mudança acontece através do conhecimento das leis que regem o Universo e os indivíduos. É o princípio do ajuda-te e o céu te ajudará, escolhido como máxima do Evangelho.

A proposta do “Viva a Vida” é um convite para que a vida seja vivida na sua plenitude, não em termos materiais nem de prazeres mundanos, mas de modo virtuoso,

Assim, vivamos a vida com “alma grande”,como a inspiração poética de Fernando Pessoa já consagrou: Tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

Além disso, representa uma exaltação à vida, como reconhecimento e aclamação de sua importância e grandiosidade.

Tanto o convite quanto a exaltação são importantes porque a vida, em decorrência da imortalidade da alma, não se acaba no túmulo, ou seja, a morte não é o fim, assim como o nascimento não é o início.

Como Espíritos imortais que somos, temos a oportunidade de viver inúmeras vidas, em diferentes etapas e situações.

Importantíssimo destacar e assimilar que: “Eu não tenho Espírito! Eu sou Espírito!

É notável observar que é o Espírito, com seu exclusivo modo de ser, quem comanda o corpo em cada existência e o que aprendemos, as virtudes que desenvolvemos, as preferências e os interesses que estabelecemos, o afetos que construímos, as dificuldades que ainda não superamos, tudo passa a constituir nosso patrimônio espiritual inalienável, que persiste após a morte e que se manifestará em nossas vidas ou reencarnações seguintes.

Ao reencarnarmos, não somos um livro em branco cujas páginas começarão a ser preenchidas, pois já temos uma história anterior e após a morte, quando voltamos a nossa verdadeira pátria, continuamos os mesmos.

São nesses intervalos entre uma reencarnação e outra que verificamos os erros e acertos cometidos, o aprendizado realizado como forma de preparação para outra existência, um novo projeto, com certos objetivos.

Dessa forma, é sempre possível recomeçar e aproveitar melhor a vida atual, sem deixar para depois.

Portanto, através do estudo, do conhecimento, da assimilação dos conceitos que dão base ao Espiritismo, como lei de causa e efeito, imortalidade da alma, reencarnação, mediunidade, lei do amor, reflitamos sobre como lidar com algumas situações difíceis da vida e dos relacionamentos cotidianos, de modo a alcançarmos pleno êxito nesse grande desafio que é viver a vida.

Deixe a vida me levar? ou Existirmos, a que será que se destina?

 

Foto ilustrativa: http://www.freeimages.com/

Deixe seu comentário: