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Você é um cidadão consciente?

Enviado em 22 de fevereiro de 2016 | No programa: Além do Arco-Íris | Escrito por Richard Simonetti | Publicado por Mariana Fridman

cidadãoFala-se muito, na atualidade, sobre cidadania.

Ser cidadão é estar consciente dos próprios direitos, como estabelece o artigo 5º da Constituição Brasileira: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade…

Tais conquistas são fundamentais, sem dúvida. Podemos e devemos lutar por elas. Podemos e devemos melhorar as condições de vida de uma comunidade, atendendo a elementares direitos de seus membros.

Há outro passo, mais importante.

Ser cidadão não é apenas reivindicar direitos, mas, também, assumir deveres. É o que nos diz a questão 877, de O Livro dos Espíritos:

Da necessidade que o homem tem de viver em sociedade, nascem-lhe obrigações especiais?

  1. Certo, e a primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos procederá sempre com justiça. Em o vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas. A vida social outorga direitos e impõe deveres recíprocos.

A observação do mentor espiritual está bem de acordo com a legislação de qualquer país, instituindo deveres que visam sustentar a ordem e o bem-estar dos cidadãos.

Nem é preciso um conhecimento mais amplo das leis para saber o que nos compete fazer, partindo do dever fundamental de não fazer nada que atazane ou prejudique o próximo.

Essa orientação não é nova. Desde os Dez Mandamentos, de Moisés, sabemos o que não nos é lícito – matar, trair, mentir, cobiçar, furtar… Observada essa orientação elementar, eliminaríamos a maior parte dos males que afetam a Humanidade.

Há um passo adiante, no caminho da verdadeira cidadania, proposto por Jesus, quando nos convida a fazer pelo próximo o bem que desejamos para nós.

Observe, leitor amigo: simplesmente não fazer nada que afete o semelhante pode ser uma forma velada de egoísmo.

– Cada um na sua. Não prejudico ninguém e não quero que ninguém me aborreça!

Com semelhante comportamento talvez tivéssemos na Terra a eliminação do mal originário da iniciativa de alguns, mas permaneceria o mal por omissão de muitos.

Posso não ser culpado pela existência de favelados, não exercitei nenhum mal para que isso acontecesse. Guardo, porém, a culpa por não estar exercitando o bem, a fim de que sejam eliminadas as favelas.

A verdadeira cidadania não se exprime apenas na observância de leis humanas, mas, sobretudo, no cumprimento das Leis Divinas, que pedem nossa integração em organizações que visam ao bem-estar social, sejam associações de moradores, clubes de serviço, centros comunitários, instituições filantrópicas e religiosas, contribuindo para uma sociedade consciente, ativa e responsável.

 

 

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