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Você enxerga bem sua Vida?

Enviado em 14 de novembro de 2014 | No programa: Desafios e Soluções | Escrito por Mário Mas | Publicado por Rádio Boa Nova

Desde quando reencarnamos vamos aprendendo a perceber a vida de forma unilateral, ou seja, vemos apenas uma parte das coisas como explica o benfeitor Aniceto no livro Os Mensageiros, página 77:

“Quando na carne, somos muitas vezes inclinados a verificar tão somente os efeitos, sem ponderar as origens. No mendigo, vemos apenas a miséria; no enfermo, somente a ruína física. Faz-se indispensável identificar as causas.”

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Por conta do condicionamento de ver parcialmente as coisas, temos a impressão que vemos a realidade. Assim, a outra parte vai ficando cada vez mais distante ou esquecida. Por conta disso a mente processa automaticamente apenas uma parte dos acontecimentos:

  • no filho rebelde os pais veem apenas a criança sem limites, desobediente…
  • na doença o foco limita-se ao incomodo da dor
  • na subprofissão o olhar recai sobre a exploração do empregador
  • na carência afetiva a culpa é dos outros que não veem as qualidades do carente
  • na gestação que não vinga justifica-se com as condições orgânicas

Com esse olhar parcial parece que somos submissos às circunstâncias imprevistas, elas vão se desenrolando desordenadamente e nos arrastando. Precisamos superar a visão unilateral, aprendendo a observar, a olhar, a perceber de forma integral para que as coisas tenham sentido.

  1. o filho rebelde de hoje não é a pessoa que foi prejudicada ou desrespeitada no passado?
  2. a doença não é o resultado do mal-uso do corpo?
  3. a pessoa irrealizada na profissão não é o empregador desposta de ontem?
  4. o carente afetivo de agora não é a pessoa insensível que brincava com o sentimento alheio?
  5. o casal frustrado em serem pais não são os autores de abortos do passado?

A vida não começou agora e não estamos acabados, prontos, somos seres multiexistenciais, imortais. A vida de hoje é a continuação de outras etapas reencarnatórias, como será a base para vidas futuras. Trazemos conquistas do passado que se apresentam em forma de aptidão/capacidade e tendência/inclinação. As qualidades inatas são conquistas anteriores que podem ser aperfeiçoadas, os transtornos e doenças congênitas, são heranças dos desatinos do passado.

Os acontecimentos não são fortuitos, obedecem a Lei de Causa e Efeito. Assim, nossas ações geram consequências que reverberam em nós mesmos e no meio social, a fim de aprendermos com nossos feitos bons ou ruins, para melhorar, qualificar nossas ações – enfim EVOLUIR sempre!

Referente aos 5 exemplos de ligação entre vidas passadas e a vida presente, mostrando a manifestação da Lei de Causa e Efeito, compreendemos, também, que nossas atitudes atuais negligentes podem precipitar tais ocorrências. No entanto, em muitos casos as dificuldades vão se manifestar desde tenra idade, evidenciando que são heranças de vidas anteriores.

 

Foto ilustrativa: sobreavidadotcom.files.wordpress.com

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