As manifestações de ódio nas redes sociais

Hoje em dia, as redes sociais oferecem espaço a todos para exporem os seus sentimentos, ao mesmo tempo, em que alguns optam por disseminar o amor, as boas novas, outros destilam o preconceito e o ódio.

E em entrevista a BBC Brasil, o historiador e um dos palestrantes mais requisitados, Leandro Karnal, disse que este discurso de ódio sempre existiu, e que atualmente, ele se propaga mais rápido devido à internet.

Segundo o historiador, hoje em dia com um clique e um site, com muitas imagens, acabamos facilitando muito para quem odeia.

“O ódio tem imenso poder retórico. Ele sempre existiu. Agora, existe este ódio prêt-à-porter, pronto, onde você se serve à la carte e pega seu prato preferido”, disse Karnal à BBC Brasil.

Na matéria, o historiador disse ainda que o ódio acaba fluindo para todos os lados, por exemplo, não é uma fácil acumular fracassos, dores, solidão, desafetos, etc, é muito mais fácil a chamada transposição para terceiros.

Segundo Karnal, antigamente, era preciso ler um livro para gerar o ódio, hoje com apenas um clique gera-se isso, por exemplo, no ano passado várias imagens de ódio religiosa ganharam as redes sociais. Pessoas quebraram imagens de santos e ofenderam outras por estarem vestindo roupas brancas.

Entretanto, de acordo com Leandro Karnal, apesar da facilidade da propagação do discurso de ódio, da intolerância, “os mais sólidos preconceitos e violências humanos são muito anteriores à globalização”.

E ainda, em entrevista a Rádio Boa Nova, a comunicadora e psicóloga Ercília Zilli, disse que as redes sociais permitem que pessoas através do anonimato coloquem para fora conteúdos que não são trabalhados, desequilibrados.

“Estas ferramentas podem ser chamadas de “vírus-lenta”, já que ela é um vírus que se alastra e acaba permitindo que a pessoa faça uma crítica exacerbada destrutiva”.

A comunicadora disse ainda que nas redes sociais existem vários “robôs”, ou seja, pessoas que através do anonimato projetam vingança, ódio e destruição. Por isso, é preciso pensar na responsabilidade de nossas ações, de nossas atitudes e o quanto a nossa palavra pode ser destruidora.

Além disso, é preciso aprender a conviver com a diversidade, com os valores e com as conquistas das pessoas.

Para a doutrina espírita nós somos pessoas livres mas que assumimos as responsabilidades por todas as nossas atitudes e sendo uma doutrina cristã nós estamos aqui para exercemos com toda a tecnologia o amor a próximo como a si mesmo, Ercília Zilli.

Assista o vídeo “O ódio nas redes sociais” e conheça mais sobre o assunto.

Fonte: BBC Brasil

 

 

Por Juliana Chagas 

Jornalista e produtora da Rádio Boa Nova

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