Brasil ainda é o país que mais mata LGBTs no mundo

É uma triste notícia. Casos de homofobia ainda tem sido muito mais comum do que imaginamos. Difícil de acreditar que as pessoas matam por não concordar com a sexualidade do próximo, porque não torcem pelo mesmo time, não praticam a mesma religião. A intolerância toma conta dos pensamentos de quem pratica tal barbárie.

O primeiro quadrimestre de 2017 teve uma alta de 18% nos assassinatos de transsexuais no país em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Brasil é o país que mais assassina LGBTs no mundo — e o número de vítimas continua subindo. Segundo dados da Rede TransBrasil e do Grupo Gay da Bahia (GGB), em 2016 foram um total de 144 mortes. Entre outubro de 2015 e setembro de 2016, o número foi de 123, o que colocou o Brasil em primeiro lugar na escala, seguido apenas pelo México. Só em 2015, o Disque 100 recebeu quase 2 mil denúncias de agressões contra gays. Desde o início de 2016, 132 homossexuais já foram assassinados no Brasil.

Estima-se que a cada 28 horas, um homossexual morre de forma violenta no país. Mas não se sabe quantos desses casos tiveram a homofobia como motivação principal. Hoje, se uma pessoa sofrer uma agressão física ou for xingada, pelo simples fato de ser homossexual, ela vai chegar numa delegacia de polícia para prestar queixa, mas não vai conseguir registrar o caso como homofobia. Porque não existe esse crime na legislação brasileira. A homofobia não é considerada crime, e por isso casos de violência contra homossexuais recebem menos atenção da polícia.

Em 2016, foram computados 3,02 homicídios a cada um milhão de habitantes no Norte, seguido pelo Centro-Oeste (2,56), Nordeste (1,94), Sul (1,24) e Sudeste (1,19). Em números absolutos a nível estadual, estão na frente São Paulo (49 assassinatos), Bahia (32), Rio de Janeiro (30) e Amazonas (28).

No primeiro quadrimestre de 2017, o valor subiu em 18% em relação aquele registrado durante o mesmo período no ano de 2016.

Informações da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA) revelam que o Brasil é também é a nação que mais mata sua população LGBT nas Américas: foram 340 mortes com motivação homofóbica no ano de 2016.

Os números apresentados não contabilizam, porém, os países que criminalizam a homossexualidade, como Guiana Francesa e Barbados, já que neles não existe monitoramento de crimes homofóbicos. Além disso, ainda existem muitas nações que não realizam pesquisas oficias. Mesmo assim, os relatórios das entidades servem de base para discussões sobre o assunto na Organização das Nações Unidas (ONU).

O Livro Sexo e Destino de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito de André Luiz nos ensina o seguinte sobre preconceito:

“E à ligeira pergunta que arrisquei sobre preceitos e preconceitos vigentes na Terra, no que tange ao assunto, Félix ponderou, respeitoso, que os homens não podem efetivamente alterar, de chofre, as leis morais em que se regem, sob pena de precipitar a Humanidade na dissolução, entendendo-se que os Espíritos ainda ignorantes ou animalizados, por enquanto em maioria no seio de
todas as nações terrestres, estão invariavelmente decididos a usurpar liberalidades prematuras para converter os valores sublimes do amor em criminalidade e devassidão. Acrescentou, no
entanto, que no mundo porvindouro os irmãos reencarnados, tanto Francisco Cândido Xavier – Sexo e Destino – pelo Espírito André Luiz 272 em condições normais quanto em condições julgadas anormais, serão tratados em pé de igualdade, no mesmo nível de dignidade
humana, reparando-se as injustiças assacadas, há séculos, contra aqueles que renascem sofrendo particularidades anômalas, porquanto a perseguição e a crueldade com que são batidos pela sociedade humana lhes impedem ou dificultam a execução dos encargos que trazem à existência física, quando não fazem deles criaturas hipócritas, com necessidade de mentir incessantemente para viver, sob o Sol que a Bondade Divina acendeu em benefício de todos”.

Além das mortes diretas, a transfobia e a homofobia também são responsáveis indiretas por mortes entre a população LGBT. E de acordo com pesquisa do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, o índice de tentativa de suicídio entre jovens LGBT é quatro vezes maior do que entre jovens heterossexuais.

 

Fonte das Imagens: http://pt.freeimages.com

Fonte dos Textos: http://g1.globo.com/ http://revistagalileu.globo.com/

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