Conflitos no meio familiar

Todas as famílias enfrentam períodos de altos e baixos, períodos de paz e união ligados com etapas e discórdia e desentendimento.

A doutrina espírita, através de Allan Kardec, no capítulo IX de O Evangelho Segundo o Espiritismo, nos ensina que as encarnações em núcleos familiares podem ocorrem por afinidade ou compromissos de ajustes, por isso, pode-se concluir o porquê de alguns membros terem mais afinidades, enquanto outros enfrentam dificuldades de relacionamento.

Ainda de acordo com Kardec, é possível encontrar também núcleos familiares em que os Espíritos não tem afinidade ou débitos, por isso, eles podem estar ali com o objetivo de ajudar aquela família ou então de serem ajudados.

Diante disso, pode-se perguntar: Se reencarnamos para ajustar questões de outras vidas porque não lembramos de determinadas situações?

A chamada lei de reencarnação oferece para os homens a oportunidade de arrependimento e reparação das faltas que foram cometidas durante sua jornada evolutiva. E para que uma pessoa repare o dano que fora causado, é preciso que ela volte a conviver com a mesma pessoa, por isso, há tantos reencontros de almas.

“A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia.” (O Livro dos Espíritos, questão 132)

Porém, acompanhado de a Lei da Reencarnação, há outras que existem para que as reconciliações sejam legítimas, e entre elas, está a lei do esquecimento, onde o indivíduo em um novo corpo, esquece das razões das quais reencarnou.

Por que o Espírito encarnado perde a lembrança do seu passado?

Reposta: O homem nem pode nem deve saber tudo; Deus assim o quer na sua sabedoria. Sem o véu que lhe encobre certas coisas, o homem ficaria ofuscado como aquele que passa sem transição da obscuridade para a luz Pelo esquecimento do passado, ele é mais ele mesmo. (O Livro dos Espíritos, questão 392).

Por isso, todas as suas conquistas morais ocorrerá, por conta de suas ações e não por causa da “consciência pesada”. E ainda, é diante disso que sua capacidade moral será avaliada.

E ainda, no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, explica que este passado não fica totalmente esquecido, os erros voltarão a incomodar o Espírito devedor, e perante, o livre-arbítrio ele poderá corrigir-se.

Entretanto, diante às imperfeições do homem, é normal que ocorra recaídas durante este processo, o que acaba atrasando a evolução. Mas, toda a experiência é aproveitável.

Caso não seja como adiantamento moral, será em modo de reflexão e arrependimento que sempre vem antes da reparação.

Fontes: Fórum Espírita | Luz Espírita 

 

Por Juliana Chagas 

Jornalista e produtora da Rádio Boa Nova

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