Conto Espírita “A Solidão da Savana”

Conto Espírita “A Solidão da Savana”O Conto Espírita “A Solidão da Savana” é um relato fictício que retrata o período de pertubação espiritual vivenciado pelo Espírito Murilo. Em sua vida terrena Murilo era um garoto muito materialista que absorveu muitas falhas de seu pai, como por exemplo o gosto primitivo da caça.

O Espírito de Murilo, porém, encerra o período de solidão ao encontrar a sua guardiã Espiritual Davina. Ela o levará auxílio e esclarecimento para que possa desprender deste estado de consciência confuso.

Confira o Conto Espírita a seguir:

 

A Solidão da Savana

 

Acabara de completar sete semanas do desencarne de Murilo. Mergulhado em seu estado de perturbação esse Espírito não conseguia enxergar ninguém, apesar de conseguir ouvir algumas vozes vez ou outra.

Ele vagava por uma savana sob um sol quente que levava a ter sensações de desidratação. Murilo também sentia muitas dores por todo o corpo e raiva de si próprio ao lembrar de suas falhas cometidas.

A Solidão da Savana o deixava cada dia mais imerso em energias de raiva, mesmo sem saber do que ou de quem, a não de si próprio. O Espírito tentava procurar água para beber e limpar as suas feridas. Ele até tentava se recordar as causas de sua morte, porém, em vão.

A sua solidão e desespero estavam prestes a chegar ao fim. Murilo avistou bem distante alguém cuja as vestes claras esvoaçavam e brilhavam. Os seus pensamentos não conseguiram ser tão rápidos quanto a sua miragem.

Sem esboçar qualquer reação a sua visão foi tomada novamente pela Solidão da Savana e mais uma vez instantes de desespero o tomaram. Porém, foram por poucos minutos…

-Olá, Murilo.

Com os olhos arregalados e repletos de esperança, Murilo levantou-se de sua posição de lamento diante da areia, ergueu a cabeça e olhou para uma linda dama de pele negra, cabelos crespos, alta e com uma túnica bege com pequenos detalhes marrons. O seu brilho intenso e próprio formavam uma paisagem completada com sua longa capa no mesmo tons de suas vestes que a cobria inteira, e chegava a arrastar no chão, ainda esvoaçavam.

– O meu nome é Davina. Sou a guardiã que te acompanha neste encarnação.

Murilo ainda muito assustado com tudo o que estava acontecendo pediu para que Davina o tirasse daquele lugar.

– Eu preciso sair dessa solidão, meu corpo está doendo muito.

Murilo enxergava o seu corpo todo ensanguentada, marcas de sua morte violente.

– Isso é apenas uma lembrança Murilo, fique tranquilo, pois você ficará melhor.

Davina retirou a sua capa colocando sob o corpo de Murilo, o cobrindo por completo. A expressão facial do jovem demonstrava o seu alívio. A guardiã pegou na mão de seu protegido e juntos começaram a caminhar pela savana até chegarem a um pequeno lago.

Pela primeira vez, em sete longas semanas, Murilo não estava mais sozinho. Com a ajuda de Davina, o Espírito conseguiu chegar a um lugar diferente dos que havia passado. Neste local podia ver inclusive animais bebendo água e se alimentando de frutos e gramas.   

Davina distanciou um pouco de Murilo e chou perto do lago. Lá passou suas mãos na água e voltou para perto do Espírito. Ela colocou-se a aplicar um passe que foi aliviando e curando um pouco de suas feridas espirituais.

A guardiã explicou então que Murilo havia desencarnado. Sua morte violenta não poderia ser explicada naquele momento, mas a única coisa que poderia falar é que havia sido morto por leões enquanto caçava.

Murilo ficou um tempo pensando, mas foi se acalmando e confiando cada vez mais na presença de Davina até que quebrou o silêncio lhe fazendo uma pergunta:

– Por que morremos?

– Nós não morremos Murilo, a morte em seu sentido da partida, fim ou adeus sequer existe. Nós apenas encerramos um ciclo de aprendizado, isso é feito para que outros possam vir e assim por diante.

– O que mais preciso aprender?

Murilo era muito impaciente e ansioso e queria saber de imediato o que poderia fazer para aprender.

– Falta a ti paciência e confiança. Tudo no Reino de Deus tem o seu tempo, assim como o aprendizado. Só te ensinarão o que tiver a capacidade de aprender. – Neste momento Davina olhou a para Murilo, sorriu e com sutileza em sua mão ergueu a sua cabeça enxugando a suas lágrimas. – Agora vamos cuidar para que você melhore e após recuperado você poderá continuar aprendendo.

Murilo agradeceu com um humilde Obrigado  e juntos continuaram a caminhar até sumirem daquela paisagem solitária. Davina o levou para junto da espiritualidade para curar o seu espírito e então lhe apresentar a verdadeira vida dos Espíritos.

 

Espero que o Conto Espírita “A Solidão da Savana” tenha te agregado. E se você gosta de ler Contos Espíritas, confira:

Conto Espírita

 

 

Escrito por: Ricardo Guelfi de Souza

Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Estagiário de Marketing na TV Mundo Maior.

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