Divina presença – Antônio Carlos Tarquínio

Vários bebedouros abastecidos de néctar colorido, que dizem ser apropriado aos beija-flores, permaneciam pendurados ao redor da parte externa da vivenda.

Também pelo quintal era possível avistar alguns pratos apoiados em gaiolas de papagaio adaptadas à parede para acolherem pequenos pedaços de mamão, maçãs partidas ao meio e bananas – estas com casca e tudo – porque os sabiás, os bem-te-vis e os sanhaçus adoram bicá-las e comê-las no estado natural.

A jaboticabeira em festa balançava de leve as pequenas folhas ao sopro sereno de brisa suave.

Cambacicas conversavam em voz alta e animada no mesmo tempo em que se deleitavam com a doçura dos frutos da árvore gigantesca.

Enquanto outros sons harmoniosos incensavam o dia nascente e as casas perfumavam de café as ruas ainda vazias, eu orava em silêncio lembrando o conselho sábio do filósofo:

A graça de Deus vibra em toda parte. É imprescindível saibamos dilatar a própria visão de modo a não perder-lhe o favor e o ensinamento…

Antônio Carlos Tarquínio

 

Apoie a RBN na divulgação da doutrina espírita. Acesse: feal.colabore.org/

leave a reply

WhatsApp chat