Doença de Parkinson. Como conviver com este mal?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos é afetada por ela. A prevalência estimada (total de casos em uma população em um determinado período) é de 100 a 200 casos por 200 mil habitantes.

Nos Estados Unidos, aproximadamente 60 mil pessoas são diagnosticadas como portadoras da doença de Parkinson a cada ano e 1,6% da população com mais de 65 anos tem a doença. No Brasil, existem poucas estatísticas, mas estima-se que 200 mil pessoas sofram da doença.

A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa, ou seja, ela é progressiva, lentamente progressiva, que normalmente acomete indivíduos por volta dos 60 anos. Mas o que temos observado hoje em dia, é que indivíduos mais jovens também começam a manifestar os sintomas das doenças. Esses sintomas, frequentemente, aparecem com um tremor de repouso, lentidão dos movimentos, rigidez muscular, e em alguns casos também desestabilidade postural, uma espécie de desequilíbrio, apesar deste sintoma acontecer numa fase mais avançada da doença, explicou a neurologista Roberta Sabá.

Como é feito o diagnóstico da doença

A dr. Roberta esclarece que o diagnóstico ainda hoje é um diagnóstico clínico. Ou seja, depende da experiência do médico, da importância de se procurar um neurologista para o diagnóstico para que ele observe os sintomas e possa identificar a doença.

Após o diagnóstico as chances da progressão é menor

O que eu costumo colocar para o paciente é que a qualidade de vida do paciente melhora com o bom tratamento. Nós não temos ainda nenhuma técnica, nenhum medicamento que postergue ou bloqueie a evolução da doença. Mas nós temos vários medicamentos que podem sim melhorar a qualidade de vida deste paciente e eles viverem muito bem e conviverem com a doença de Parkinson, destacou a neurologista

Quais são as limitações de quem convive com a doença

Segundo a neurologista os pacientes apresentam muita lentidão nos movimentos. “Então muitas vezes, principalmente no início do Parkinson, quando identificamos a doença no paciente, ele se queixa muito: “eu levo mais tempo para executar determinadas tarefas, que eu executava antes. Estou com dificuldade em me barbear. Estou andando mais lentamente. Um dos principais sintomas, é realmente esta lentidão nos movimentos e em realizar atividades do dia a dia. Esses é um dos principais sintomas e muito importante para ser feito o diagnóstico. Agora um outro sintoma muito marcante é o tremor. As pessoas associam muito a doença de parkinson às pessoas que tremem. Nem sempre o paciente que tem o tremor ele tem doença de parkinson. É importante nós ressaltarmos isto. Existem o que chamamos de tremor essencial, que é um quadro muitas vezes familiar e é um outro tipo de doença, que não tem a ver com a doença de parkinson. Mas o tremor também é um sintoma muito marcante, então muitas vezes eles procuram o médico se queixando desses tremores. “Eu estou tremendo”. Então nós podemos identificar através do tremor os outros sintomas da doença de parkinson e fazer o diagnóstico”.

Fases da doença de Parkinson

A doença é classificada muitas vezes, como fase inicial, fase intermediária e fase avançada da doença. Isto vai acontecendo ao longo dos anos de evolução desta doença. Para se ter uma ideia, nós temos paciente que nós acompanhamos com doença de Parkinson que já tem 30 anos de doença e convivem com este quadro muito bem. Na fase inicial, os sintomas são muito mais leves que numa fase moderada, principalmente avançada. Uma coisa que é importante ressaltar, é que muitas vezes antes dos sintomas motores, nós temos os sintomas não motores, então seria uma fase pré-clínica, ou seja, antes do aparecimento da lentidão dos movimentos, do tremor. O que se pode observar nesta fase? A alteração do olfato, pacientes com Parkinson tem uma diminuição do olfato, eles sem menos o cheiro das coisas, quadros de depressão, muitas vezes podem preceder, constipação intestinal, então são alguns sintomas que nós podemos observar esses pacientes antes dos sintomas motores. Um outro sintoma não motor importante: é o distúrbio do sono, então muitas vezes ele têm alterações do sono importantes, pesadelos, movimentos durante o sono, isto também nos auxiliam no diagnóstico. Mas são sintomas que podem ocorrer tanto ao longo da doença, quanto numa fase pré-clínica”, finalizou a neurologista.

“As doenças fazem parte das provas e das vicissitudes da vida terrestre; eles são inerentes à imperfeição da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e os excessos de todos os gêneros semeiam em nós germes malsões, frequentemente hereditários. Nos mundos mais avançados, física ou moralmente, o organismo humano, mais depurado e menos material, não está sujeito às mesmas enfermidades, e o corpo não é minado surdamente pela devastação das paixões (cap. III, n.o 9). É preciso, pois, se resignar em suportar as consequências do meio onde nos coloca nossa inferioridade, até que tenhamos mérito de trocá-lo. Isso não deve nos impedir, à espera do mérito de trocá-lo. Isso não deve nos impedir, à espera do mérito, de fazer o que depende de nós para melhorar a nossa posição atual; mas se, malgrado nossos esforços, a isso não podemos chegar, o Espiritismo nos ensina a suportar com resignação nossos males passageiros”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec).

Fonte das Imagens: http://pt.freeimages.com

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