Dr. Adão Nonato fala sobre influências espirituais e suicídio – Programa Alma Querida

influências espirituais e suicídioInfluências espirituais e suicídio. No programa Alma Querida desta semana, Dr. Adão Nonato e Dora Martins apresentaram um caso de uma menina que tem depressão e tentou o suicídio.

Segundo, Dr. Adão Nonato, há espíritos pesados em torno desta moça, mas ela não pode ser acusada de estar com esses espíritos, já que estes espíritos são de pai, de mãe, de tio, de um grupo familiar.

Diante dessa situação, podemos perguntar: Influências espirituais podem levar ao suicídio?

A doutrina espírita nos ensina que as influências espirituais sobre os nossos pensamentos e ações é muito maior do que se imagina. Essas influências ocorrem tanto por uma inspiração como por uma subjugação de espíritos mais e menos esclarecidos.

Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, indaga aos espíritos:

“Influem os espíritos em nossos pensamento e em nossos atos?

Resposta: Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto que, de ordinário, são eles que vos dirigem”. (O Livro dos Espíritos, questão 459).

Qualidade das influências

Em relação às qualidades das influências, ela depende da elevação de nossa sintonia com as “ondas espirituais”. Já que vários pensamentos insistem em acompanhar o indivíduo aparecendo até mesmo em sonhos.

E ainda, as influências podem ser leves ou profundas. Por exemplo, pode ocorrer diversas influências de um obsessor e por não conseguir o espírito obsediado pode optar pelo suicídio, agravando assim, seus comprometimentos perante as leis divinas.

Influências espirituais e suicídio

A vontade de tirar a própria vida não é algo momentâneo, ela faz parte de vários acontecimentos e sentimentos, que por vezes, podem estar ligados a alguma doença mental, a depressão.

Já em relação às influências espirituais e suicídio, Allan Kardec, no livro O Céu e o Inferno”, nos apresenta a seguinte pergunta ao guia do médium:

“Um Espírito obsessor pode, realmente, levar o obsidiado ao suicídio?

Resposta:  Certamente, pois a obsessão que, de si mesma, é já um gênero de provação, pode revestir todas as formas. Mas isso não quer dizer isenção de culpabilidade. O homem dispõe sempre do seu livre-arbítrio e, conseguintemente, está em si o ceder ou resistir às sugestões a que o submetem. Assim é que, sucumbindo, o faz sempre por assentimento da sua vontade.

Quanto ao mais, o Espírito tem razão dizendo que a ação instigada por outrem é menos culposa e repreensível, do que quando voluntariamente cometida. Contudo, nem por isso se inocenta de culpa, visto como, afastando-se do caminho reto, mostra que o bem ainda não está vinculado ao seu coração.

Leia mais: Influências espirituais

Doutrina Espírita

O espiritismo de modo muito lúcido, nos apresenta diversas obras que falam sobre o “pós-suicídio”. Não podemos afirmar que todos os suicidas enfrentam a mesma realidade no plano espiritual, já que cada caso é um caso.

No livro “Memórias de um Suicida”, de Yvonne do Amaral, o espírito Camilo relata a sua experiência como suicida. Confira:

“O suicídio é uma teia envolvente em que a vítima – o suicida – só se debate para cada vez mais confundir­se, tolher­se, embaraçar­se.”

E sobre a certeza da continuação da vida, Camilo relata o sentimento que o arrebatou:

“Sentia-­me, pois, ainda cego; e, para cúmulo do meu estado de desorientação, encontrava­-me ferido. Tão somente ferido e não morto! Porque a vida continuava em mim como antes do  suicídio!”

E revela que após o desencarne o espírito é atraído para o local que as suas energias estão afinizadas:

“O Vale Sinistro apenas representa um estágio temporário, sendo ele para lá encaminhado por movimento de impulsão natural, com o qual se afina, até que se desfaçam as pesadas cadeias que o atrelam ao corpo físico­terreno, destruído antes da ocasião prevista pela lei natural.”

A importância do espiritismo na prevenção ao suicídio

Como vimos acima e também como o espiritismo nos ensina, além de termos o livre-arbítrio, ou seja, o poder da escolha. A doutrina espírita é a filosofia de Jesus consolador e revela que sofremos pelos próprios erros que cometemos.

Por isso, o espiritismo tem um papel fundamental no risco do suicídio. Confira:

  • Propósito encarnatório

O livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, fala que devemos considerar a vida para sermos recompensados no futuro.

  • Campanha psicológica

É preciso fazer acompanhamento médico, compartilhar as sensações ou sentimento porque sozinho nós não enxergamos.

Leia também: O papel do espiritismo na prevenção ao suicídio

Saiba mais sobre as influências espirituais e suicídio no programa Alma Querida:

Parte I

Parte II

 

 

Por Juliana Chagas 

Jornalista e produtora da Rádio Boa Nova

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