Empatia e o Curador Ferido 

Quando pensamos em amor ao próximo talvez não imaginamos que a empatia faça parte desse sentimento crístico. Ficamos talvez presos ao campo teórico presente no Evangelho e em outras obras espíritas e pouco imaginamos como é a prática de tal sentimento. 

Empatia é a capacidade psicológica de sentir o que a outra pessoa está sentindo, se colocar na situação vivenciada. Consiste, portanto, em tentar compreender as emoções e sentimentos do outro. Um ser empático é altruísta e busca assim ajudar o próximo sem julgamentos. 

Porém, quando nos colocamos em tal situação, muitas vezes abdicamos de nós mesmos e de feridas as quais ainda não compreendemos muito bem. Mesmos feridos, podemos ajudar com a dor do próximo, estamos representando assim a imagem do “Curador ferido”. 

Na mitologia grega, o imortal Quíron, é um centauro filho de Cronos, o Deus do Tempo. Ele fora criado por Apolo, o deus da luz, das artes e da cura. Com Apolo, Quíron se tornou sábio e bondoso, um grande curandeiro e um responsável tutor. 

Certa vez, fora ferido acidentalmente por uma flecha envenenada de Hércules. A feridade era incurável, mas por ser imortal Quíron não morreu. Com isso, o centauro passou a compreender a dor e as feridas do próximo e tentava ajudá-los, pois também podia sentí-la, tornando-se o Curador Ferido. 

A dor e as feridas abertas que possuímos, além de nos ensinar e ajudar a crescer, nos faz compreender a dor do outro. Isso é empatia, entender que existem dores que persistem, mas que elas nos fazem semelhantes. 

Seja gentil e benevolente, sem julgamentos o ser empático estende a mão em ajuda sincera. Coloque-se no lugar do próximo. Respeito sua ferida e tenha a mesma posto com o próximo. Seja um curador ferido e pratique a empatia. 

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