Energias propulsoras – Antônio Carlos Tarquínio

a morte na adolescênciaQuando vou à casa de oração e escuto dizer que preciso deixar de ser egoísta, isso pouco ou nada me ajuda.

Dependendo de quem fala no máximo me fará sentir alguma culpa por eu ser assim: egoísta. Quando ouço falar, por exemplo, que sou muito apegado às coisas materiais, ou vejo meu modo de ser habitual ser atacado ácida e impiedosamente, ao invés de sentir coragem para empreender a mudança de que necessito, muito provavelmente sentirei raiva, diante daquele que pratica a censura pungente a meu modo de viver.

É que em grande parte das vezes, aquilo que se faz com o objetivo de auxiliar – sempre que não prestamos a devida atenção àquilo que estamos a fazer – pode se transformar em declarada incompreensão, suscitando mais incompreensão em nossos caminhos.

Talvez, haja chegado o momento de promover auxílio real, daquele tipo que em vez de causar vergonhas temporárias ou culpas de alguns instantes – conduza à verdadeira mudança -, somente possível através da intensificação da luz do entendimento.
Vale mais a pena divisar os porquês envolvidos no modo de ser e de viver do que simplesmente ser avisado do tamanho de nosso egoísmo.

Conduzido à compreensão de minhas atitudes perante a vida, torno-me capaz de mudanças – o que significa – que a libertação real virá do ensino e do cultivo subsequente da autoanalise, da meditação atenta, do estudo consciente, da iluminação dos raciocínios – forças que constituem a ignição das energias propulsoras de nossa transformação.

Antônio Carlos Tarquínio

 

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