Escravidão e Espiritismo 

escravidão e espiritismoA Escravidão é uma ferida muito grande para a história das Américas e que ainda escoa suas consequências sociais nos dias atuais. De certo que a história da humanidade houveram outros muitos episódios de escravidão, mas a brutalidade e a magnitude da escravidão do negro em todo processo de colonização das Américas coloca esse período histórico como algo que deve ser lembrado todos os dias para que possamos garantir que nada semelhante a isso ocorra novamente. 

Infelizmente notícias muito tristes nos mostraram que casos com situações análogas à escravidão ainda persistem. Segundo a força-tarefa que reuniu a Polícia Federal, o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU), foram resgatados, no ano de 2020, 942 trabalhadores em situações análogas à escravidão no Brasil. 

O Brasil que foi o último país a abolir a escravidão ainda carrega essa cicatriz terrível tem muito a aprender como sociedade. No Livro dos Espíritos destaco o seguinte trecho sobre a escravidão escravidão: “É contrária à Lei de Deus toda sujeição de um homem a outro homem. A Escravidão é um abuso da força. Desaparece com o progresso, como gradativamente desaparecerão todos os abusos.”. Kardec ainda segue em nota dizendo que a escravidão assemelha o homem ao irracional e o degrada física e moralmente. 

E infelizmente pude presenciar algumas vezes algumas pessoas tentando argumentar de alguma forma justificado a escravidão, mas seguindo com as explicações do tema na obra O Livro dos Espíritos, encontro a melhor resposta para isso: “O mal é sempre o mal e não há sofisma que faça se torne boa uma ação má.”.

Durante longo tempo, os homens consideram certas raças humanas como animais de trabalho, munidos de braços e mãos, e se julgaram com o direito de vender os dessas raças como bestas de carga. Consideram-se de sangue mais puro os que assim procedem. Insensatos! nada vêem senão a matéria. Mais ou menos puro não é o sangue, porém o Espírito.

É preciso compreender que todos nós somos iguais em alma e espírito e precisamos dispor de amor ao próximo de forma verdadeira e honesta. O progresso só  virá com o esforço de compreender a história da nossa sociedade, a história da escravidão e quando, perante ao campo moral, todos estiverem se esforçando para praticar o bem sempre e sem esforços. Que a Escravidão do Negro no Brasil e em toda a América seja lembrada, estudada e em seu processo histórico reparada para que nunca algo semelhante aconteça e que possamos de fato caminhar rumo ao progresso e a igualdade.

Fontes: O Livro dos Espíritos (questões 829 à 832) | Globo.com

 

 

Escrito por: Ricardo Guelfi de Souza

Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Assistente de Mídias Sociais na TV Mundo Maior.

 

 

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