Espiritismo e Relacionamento Abusivo | Rádio Boa Nova

Espiritismo e Relacionamento Abusivo: O casamento adoeceu?

O que é relacionamento abusivo? Como identificar um?

Dados publicados pelo Instituto Datafolha, encomendados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostraram que uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirmaram ter sofrido algum tipo de violência no Brasil, durante a pandemia do coronavírus.  Isso mostra que cerca de 17 milhões de mulheres sofreram violência física, psicológica ou sexual no último ano.

Para completar, a porcentagem representa estabilidade em relação a pesquisa de 2019, quando 27,4% afirmaram ter sofrido alguma agressão.

O que é relacionamento abusivo?

De acordo com Paola Asturiano, no programa Juventude Maior, a primeira coisa que vem à nossa mente quando falamos de relacionamento abusivo é algo extremista. Por exemplo, quando chega as vias de fato (agressão). Porém,

na verdade, o relacionamento abusivo também acontece nos mínimos detalhes do dia a dia que a gente não percebe. Então, esse relacionamento é alguma relação que tenha um tipo de abuso seja ele físico ou emocional.

Ainda de acordo com a advogada,

O relacionamento abusivo diz respeito ao uso incorreto e/ou excessivo de poderes, como por exemplo, quando a pessoa acha que tem o poder de mando sobre a outra, quer comandar, controlar a vida do outro, quer diminuir o próximo seja no âmbito familiar, de trabalho e também no relacionamento. O ciúmes excessivo é também uma das características do relacionamento abusivo. 

Como identificar um relacionamento abusivo?

Além dos exemplos citados acima (poder, controle, ciúmes excessivo), este tipo de relacionamento pode ser identificado da seguinte maneira:

  • Invasão de privacidade: quando o parceiro não respeito o espaço individual do outro;
  • Afastamento das pessoas: ocorre quando o parceiro começa a falar que: não gosta de tal pessoa, ou então, que fulano te trata mal. Isso faz com que o outro se afaste dos mais próximos;
  • Chantagem, humilhação: quando o outro não aceita algo, o parceiro fala, por exemplo, que está doente;
  • Invalidação de sentimentos: quando a parte abusadora começa a falar que o que o outro sente é besteira ou não é nada
  • Destruição da autoestima: as chamadas “críticas construtivas” começam a ser pesadas, com isso, sem perceber a vítima vai perdendo sua autoestima.
Se algum destes pontos estiver presente em sua relação, fique atenta, peça ajuda! Você pode buscar apoio na Central de Atendimento à Mulher pelo telefone 180 e também na Delegacia da Mulher.

Confira o vídeo abaixo com Dr. Alberto Almeida e veja a visão espírita sobre o assunto:

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