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Livro dos Espíritos: Quando a Humanidade vai parar de Sofrer?

Enviado em 6 de fevereiro de 2019 | Publicado por Rádio Boa Nova

Livro dos Espíritos: Quando a Humanidade vai parar de Sofrer?O Livro dos Espíritos, inicialmente apresenta muitos temas introdutórios à Doutrina Espírita. Nele há, porém, perguntas mais reflexivas por parte dos Espíritos Superiores responsáveis pela terceira revelação, o Espiritismo.

O item Duração das penas futuras reflexões trazidas pelos Espíritos São Luís, Santo Agostinho, Lamennais, Platão e Paulo, apóstolo. Por isso, a  linha principal de raciocínio deste estudo do Livro dos Espíritos torna-se discutir sobre a Eternidade das Penas.

Um dos dogmas mais fortes, presentes em diferentes crenças ao longo da história, aborda a punição eterna ante as falhas humanas. Conforme Santo Agostinho, a ideia de divindades vingativas se baseiam nas paixões dos homens. Esse conceito, portanto, foi abordado por ele na questão 1009 do Livro dos Espíritos.

Conforme São Luís, Espírito muito presente nas comunicações do Livro dos Espíritos, também aborda os aspectos dos sofrimentos eternos na questão 1006. De acordo com ele o sofrimento eterno a um espírito apenas poderia ocorrer se fosse também eternamente mau.

“Interrogai o vosso bom-senso, a vossa razão e perguntai-lhes se uma condenação perpétua, motivada por alguns momentos de erro, não seria a negação da bondade de Deus.”
(Santo Agostinho)

A bondade soberana de Deus é um ponto abordado de forma contundente neste trecho do Livro dos Espíritos. Do mesmo modo que apresenta a humanidade como causadora de seus sofrimento, mas também com a possibilidade de se redimir através do arrependimento.

 

“Eternidade dos castigos corresponde à eternidade do mal. Sim, enquanto existir o mal entre os homens, os castigos subsistirão.”
(Platão)

Mas, mal entre os homens é de fato a persistência de suas más inclinações. São estas: o orgulho; a vaidade; o egoísmo, entre outras. Conforme Paulo, em O Livro dos Espíritos,  para alcançar a unidade divina é preciso se firmar na justiça, no amor e na ciência.

Entretanto o que ainda leva a humanidade ao sofrimento são a injustiça, o ódio e a ignorância. Portanto, nenhum sofrimento é eterno, o que é apenas muito duradouro é a resistência de muitos espíritos a evoluírem e basearem sua existência nos verdadeiros princípios da unidade divina, como descreve Paulo.

 

“Humanidade! Humanidade! não mergulhes mais os teus tristes olhares nas profundezas da Terra, procurando aí os castigos. Chora, espera, expia e refugia-te na ideia de um Deus intrinsecamente bom, absolutamente poderoso, essencialmente justo.”
(Platão)

Para que seja possível o arrependimento e a evolução moral e intelectual dos espíritos, a perfeição divina possibilitou as reencarnações e a vivência do sofrimento para que fosse possível a compreensão de falhas pregressas.

A Doutrina Espírita em suas obras, assim como o Livro dos Espíritos, nega a existência do inferno e a ideia de pena eterna. Teorias dogmáticas como a do inferno ou do Diabo, assim como os sofrimentos da humanidade vão chegar ao fim neste planeta.

 

“A ideia do inferno… não passa de vão fantasma, próprio, quando muito, para amedrontar criancinhas e em que estas, crescendo um pouco, logo deixam de crer.”
(Paulo, apóstolo)

O Espiritismo é, portanto, apenas o início da transição planetária que levará a uma fé sólida, racional e essencialmente baseado no amor. Hão de chegar os tempos e quando ocorrer saberemos, pois não haverá mais os sofrimentos que conhecemos como Provas e Expiações.

 

Leia também sobre o Livro dos Espíritos:

 

 

 

 

Para saber mais sobre o assunto, assista:

 

O Livro dos Espíritos – Fé e Razão | Filosofando

 

Parte 1

 

 

Parte 2

 

 

UMBRAL E VALES DE SOFRIMENTO | Mundo Maior em Debate

 

Parte 1

 

 

Parte 2

 

Parte 3

 

Fontes: O Livro dos Espíritos, perguntas 1003 à 1009.

 

Escrito por: Ricardo Guelfi de Souza

Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Estagiário de Marketing na TV Mundo Maior.

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