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Espiritismo e Luto – Um triste, até breve!

Enviado em 12 de junho de 2018 | Publicado por Rádio Boa Nova

Espiritismo e Luto - Um triste, até breve!O Espiritismo e Luto são bastante debatidos pela questão da vida após a morte. Porém esse processo é necessário e fundamental para o entendimento das pessoas.

A morte ainda revela muitas barreiras emocionais, principalmente se tratando de pessoas próximas a nós. O Espiritismo e  Luto ajudam as pessoas a entenderem o fenômeno da morte em um processo natural. Caso sinta a necessidade de conversar, procuro um especialista como psicólogos, capacitados para te ajudar.

O conto a seguir narra a rotina e lembranças da viúva Dona Nair, que ainda passa pelo processo do luto, mesmo tendo a certeza que um dia encontrará seu eterno marido Fernando:  

Um triste, até breve!

Acordar naquela manhã ensolarada não fora nenhum pouco fácil para Dona Nair Sanches. Dia 2 de Novembro, comemoração de Finados, São Paulo com altas temperaturas, porém previsão de chuva para o final da tarde, as conhecidas chuvas de verão, apesar do calendário ainda marcar a primavera.

Ao levantar-se da cama a senhora de 82 anos dirigiu-se ao cumprimento de sua rotina, repetida desde o seu casamento com o finado Fernando Sanches. Nair tomou banho, vestiu-se foi até a padaria a duas quadras de sua casa. Voltou e tomou o seu café da manhã com pães quentinhos e frutas frescas. O mamão, preferido de Seu Fernando, não poderia faltar.

Ao terminar a sua primeira refeição do dia Dona Nair sairia um pouco de sua rotina. Ao invés de arrumar a casa e pensar em qual prato faria no almoço, ela iria fazer a sua visita anual ao cemitério, desta vez, porém, com pesar maiores.

O motivo de sua ida ao cemitério no dia de finados sempre fora o desencarne de sua mãe, que ocorrera a mais de vinte anos. Era o primeiro ano que o seu marido Fernando seria o motivo e para ele que Nair levaria flores.

Rosas, Nair colheu as rosas mais belas de seu jardim. Ambos cuidavam juntos das muitas roseiras que ficava no jardim da frente de sua casa. Eram elas vermelhas, amarelas, brancas e por fim as tradicionais cor de rosas.

Faziam apenas quatro meses da morte de seu Fernando. O casal nunca teve filhos, e os sobrinhos de dona Nair costumava sempre ir viajar nos feriados. Não querendo atrapalhar ninguém, a senhora pediu um táxi e fora sozinha ao cemitério.

Demorou por volta de uma hora e meia de sua casa até o tradicional cemitério do Araçá. Dona Nair caminhou com bastante serenidade pelas ruas e túmulos até chegar à Campa da família.

Toda de mármore mármore marrom, o túmulo alto da Família Sanches era decorado com um lindo crucifixo dourado, lembrando as tradições cristãs católicas de suas descendências espanholas.

Nair comprou ao chegar no cemitério um vaso repleto de girassóis. Essas flores amarelas era a prediletas de sua mãe Carmen, e em sua memória decoravam não apenas o cemitério, mas as lembranças pelo dia de finados.

Após colocar os vasos, a senhora colocou o buquê de rosas que ela colheu. Todas as flores coloriram aquele dia que, apesar de ensolarado, era cinza e solitário para muitas pessoas.

Quando Dona Nair já estava chegando em sua casa uma chuva forte cobriu todas a capital paulista. Descendo do táxi foi inevitável não se molhar. A senhora Sanches sentia que aquela chuva era um alívio para seu espírito.

Nair entrou em sua casa e sentiu serenidade. Olhando para as roseiras pela janela da sala, ela falou em voz alta:

– É apenas um até breve meu amor, um triste, porém, até breve!

 

Leia mais sobre o Espiritismo e Luto:

  Para saber mais sobre o assunto, assista: 

Espiritismo e Luto – Mundo Maior em Debate

Parte 1


Parte 2

Parte 3

Viuvez e luto – Visão espírita


 

Imagem ilustrativa retirada de  hypescience

Escrito por: Ricardo Guelfi de Souza

Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Estagiário de Marketing na TV Mundo Maior.

 

  

 

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